Semana do Comércio


Posted August 31st, 2010 by jorge Comments Off


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Está a decorrer a Semana do Comércio de Portimão, composta por um conjunto de eventos que têm como objectivo promover o comércio local. Um deles foi a Feira do Retalho, que decorreu entre quinta-feira e domingo, na zona ribeirinha, contou com um número recorde de participantes que se distribuíram por 115 stands (o dobro do ano passado).
Ontem, crianças portimonenses desfilaram na Praça Teixeira Gomes e hoje e amanhã tem lugar o Choose Your Look, onde os interessados em mudar de imagem têm apoio de especialistas.
Na quinta-feira, há um casting para escolher dois jovens que irão desfilar juntamente com os profissionais.
Na sexta-feira, na Alameda, realiza-se o Mini Look Fashion e no sábado, o desfile principal, Look Fashion.

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Os ‘detectives’ da natureza


Posted August 27th, 2010 by jorge Comments Off


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Entre as 14 horas de 4 de Setembro e as 16 horas do dia seguinte, um batalhão de amantes da natureza não vai tirar os olhos da Ria de Alvor. O objectivo deste autêntico trabalho detectivesco é identificar e inventariar, ao longo de 24 horas, todas as espécies presentes naquela zona de grande riqueza ambiental.
Esta missão científica foi baptizada de “Bioblitz” e é promovida pela Associação de Ciências Marinhas e Cooperação (SCIAENA) e pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade do Algarve. Os participantes (que podem, desde já, inscrever-se em www.bioblitzportugal.com) serão divididos pelos 20 grupos que vão existir, sendo, cada um deles, liderado por um especialista.
Um dos grupos vai poder subir a bordo da embarcação “Oceanus” e, a partir desse posto privilegiado, observar e inventariar as aves da Ria de Alvor. Outro dos grupos poderá, por exemplo, acompanhar os especialistas da associação ambientalista A Rocha, numa saída de campo para monitorizar as avifauna aquática local. Também haverá lugar a uma actividade de captura, anilhagem e biometria de aves.
Os promotores da iniciativa consideram que ela é ideal para a participação de toda a família. Enquanto os pais poderão estar mais interessados nas saídas de identificação e no trabalho realizado com os especialistas, os filhos poderão participar nas oficinas Vida de insecto (dia 5, a partir das 9h30) ou Pinturas da natureza (dia 4, a partir das 15h30) desenvolvidas pela Associação Almargem, especialmente direccionadas público dos 5 aos 13 anos.
Pais e filhos poderão participar juntos na Oficina Aprenda a Desenhar uma Ave da Ria de Alvor (dia 5: 10h-11h30), num Passeio de Campo para conhecer as Pradarias Marinhas (dia 4, 18h-19h) ou construir um formigueiro e aprender mais sobre insectos sociais na Oficina de Formigueiros (dia 5, das 10h30 às 13h).

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500 novos sócios


Posted August 24th, 2010 by jorge Comments Off


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Com a subida ao escalão maior do campeonato de futebol, cresceu o entusiasmo em torno do clube. Sinal disso mesmo é o facto de se contabilizarem mais 500 novos associados, o que faz com que o número total de sócios seja, agora, de cerca de 2.500. A direcção continua, no entanto, empenhada em aumentar o número de portimonenses ‘encartados’ e, nesse sentido, o seu presidente apelou, ao assinalar do 96º aniversário do clube, que mais adeptos se façam sócios. Dentro desse objectivo foi, recentemente, assinado um protocolo com as associações comerciais, através dos quais se oferecem melhores condições às empresas que queiram tornar-se associadas.
No entanto, nem tão cedo, os sócios deverão ver a equipa a jogar em casa, pois o Portimonese deverá ter que ‘andar com a casa às costas’ bastante mais tempo do que inicialmente se previa. Isto porque a bancada nascente vai ter que ser demolida, uma vez que se descobriram fissuras que punham em causa a sua segurança. Esta intervenção deverá ter início dentro de cerca de uma semana e durar até ao final de Outubro, o que implica que o clube se veja impedido de utilizar o campo antes de Novembro. Esta intervenção junta-se assim às que já estavam previstas e que consistiam na ampliação do relvado, montagem de uma nova pala metálica na bancada central, renovação dos sistemas de controlo de acessos e de videovigilância e remodelação do mobiliário. Segundo fonte da Câmara, isso vai implicar que o investimento passe de 1,2 para 2 milhões de euros.

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A necessidade do Plano de Saneamento Financeiro


Posted August 23rd, 2010 by jorge Comments Off


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OPINIÃO - JORGE EUSÉBIO
Grandes eventos e empresas municipais - O Plano de Saneamento Financeiro da Câmara é o tema que mais tem dado que falar nos últimos tempos e, seguramente, irá continuar nos próximos.
Não é caso para menos. Cem milhões de euros de dívidas a curto prazo e mais de 200 no total é situação para causar insónias a qualquer um.
Como é que se chegou a este ponto? Essencialmente, por quatro razões: quebra das receitas; investimento forte em equipamentos culturais, escolares e outros; política dos grandes eventos e expansão do sector empresarial da autarquia.
No que diz respeito à quebra de receitas, ela decorre da crise económica que tem assolado o mundo e não há grande coisa que um município possa fazer para dar a volta a tal situação.
Quanto aos investimentos em equipamentos como o Museu, o Teatro, o Mercado, a piscina da Mexilhoeira Grande e as escolas, não me parece que haja grandes críticas a fazer. Eram equipamentos que faziam falta e que são mais-valias para o concelho. Para além disso, tiveram, em boa medida, fortes apoios comunitários, uma situação que vai deixar de ser possível.
No que me parece que se exagerou foi na realização/apoio/promoção de grandes eventos e na constituição desenfreada de empresas totalmente municipais ou com participação da autarquia.
É claro que os grandes eventos dão visibilidade às cidades e num mundo perfeito, sem problemas financeiros, justificava-se um investimento quase sem limites, a esse nível. Não é o caso e, por mais estudos que se faça, por mais teorias que se inventem, quando se decide investir num evento, ninguém sabe ao certo quais os benefícios directos e indirectos que dali irão resultar. A única certeza é que se vai ter de passar um cheque bem avultado para conseguir a sua concretização.
A teoria de que, com a realização dos grandes eventos, a Câmara perderia dinheiro, devido ao investimento, mas que haveria um retorno superior para a cidade, ao nível da facturação das empresas e da criação e manutenção de emprego, parece-me que está por provar. Se olharmos em volta, vemos que a esmagadora maioria das empresas do concelho que ainda não fecharam as portas, estão com a corda da garganta e que o número de desempregados é o maior do Algarve.
Outro dossier que também parece não ter corrido muito bem é o da expansão do sector empresarial municipal. Em determinada altura, pareceu que se começou por aí a criar empresas a torto e a direito, situação que, recentemente, teve de ser revista. Isso levou a que a Câmara tivesse que gastar mais dinheiro na criação dessas empresas, na sua capitalização, manutenção e no pessoal. Para além disso, como estas empresas não se regem pelas regras da função pública, tinham muito mais facilidade em fazer contratações, empréstimos, obras e encomendas, contribuindo, também, dessa forma, para a situação que actualmente se vive.
Posto isto, e depois de analisar o passado, de forma a que alguns eventuais erros cometidos não se repitam, o que é importante é olhar para o presente e futuro, tentando resolver a situação criada. Para isso é fundamental que este ou outro plano de saneamento financeiro entre em vigor o mais rapidamente possível. É urgente que a Câmara volte a ganhar condições para reequilibrar-se financeiramente, satisfazendo, dessa forma, a tempo e horas, os seus compromissos e planeando o futuro do concelho com tranquilidade.

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Câmara aperta o cinto


Posted August 20th, 2010 by jorge Comments Off


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Empréstimo de 96 milhões de euros a pagar em 12 anos, alienação de 49% da EMARP, venda de imóveis da Câmara a fundos de investimento, redução de funcionários e diminuição dos subsídios e transferências. Em resumo, é esta a estratégia que a Câmara se prepara para seguir, no sentido de pôr as suas contas em ordem.
Segundo o Plano de Saneamento Financeiro aprovado pela Câmara e pela Assembleia Municipal, o passivo actual é de 223 milhões de euros, sendo que as dívidas a pagar a curto prazo ascendem a 96 milhões. Segundo os autores deste documento, no ano passado, as receitas foram de 56,4 milhões, valor praticamente igual ao da despesa. O que significa que é necessário uma entrada substancial de capital extra e uma redução das despesas para que a situação se recomponha.
O primeiro passo proposto é a contratualização de um empréstimo de 96 milhões de euros, a pagar em 12 anos, para que a Câmara possa, de imediato, liquidar as dívidas que tem para coom os fornecedores. Ao nível das receitas, pretende-se ainda encaixar mais 59 milhões de euros com a venda de 49% da empresa municipal EMARP e 52 milhões resultantes da venda de imóveis a fundos de investimento imobiliários.
Mas, o plano também prevê cortes na despesa. Uma das rubricas que tem um peso maior é a das remunerações com os funcionários, que, em 2009, chegou aos 15,6 milhões de euros. Para fazer baixar esta despesa, pretende-se proceder uma redução do número de colaboradores, através da aplicação da regra de apenas uma entrada por cada três saídas. Para já, os autores do estudo propõem a anulação dos concursos externos que estavam em curso e a redução de despesa com horas extraordinárias e com os serviços externos. O aperto de cinto vai também chegar à vertente dos subsídios e transferências da Câmara que devem registar um corte de 25%.
Na sessão da Assembleia Municipal em que este plano foi discutido, o presidente da Câmara atribuiu a difícil situação económica à crise que vivemos, de que resultou um decréscimo considerável das receitas, sobretudo, das que dizem respeito ao IMI e IMT. Também lembrou que, ao longo dos últimos anos, se realizou um forte investimento em equipamentos como o teatro, o museu, o mercado, as escolas e a piscina da Mexilhoeira Grande, que eram muito necessários e que, boa parte deles, tiveram fortes comparticipações a fundo perdido.
Do lado da oposição, choveram críticas em relação à “má gestão” seguida nos últimos anos, nomeadamente, no que diz respeito às verbas usadas na realização de grandes eventos. Os representantes do PSD, CDS, PCP e Bloco de Esquerda alegaram que há muito que vinham alertando para a situação e que o seu agravamento ficou a dever-se ao facto da maioria socialista não lhes ter dado ouvidos e não ter tomado as medidas que se impunham, em tempo útil.

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Bombeiros preparados para o ataque a incêndios


Posted August 11th, 2010 by jorge Comments Off


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Verão é normalmente sinónimo de incêndios. Por isso, os Bombeiros Voluntários de Portimão têm, nesta altura do ano, uma equipa de primeira intervenção de prevenção e preparada para agir 24 sobre 24 horas por dia. Para que, quando é necessário, nada falhe, diz o dirigente Fernando Castelo, “estes elementos fazem exercícios duas vezes ao dia”. Por esse meio, mantêm-se em forma e, ao mesmo tempo, “testam o material, para ver se está operacional, de maneira a que não surjam surpresas desagradáveis quando estão mesmo numa situação real”.
Este ano, a equipa de primeira intervenção entrou em funcionamento, a 1 de Junho, com cinco elementos. No início de Julho, passou a ser composta por 12 soldados de paz, um número que irá manter-se até até ao início de Outubro. Nessa altura, passam a ser, novamente, cinco até ao final do mês, terminando aí a sua actividade.
O primeiro exercício que vão fazer é a simulação de um incêndio no terceiro andar de um prédio, em que é possível utilizar as escadas. Os cinco participantes, Pedro, Tânia, Lérias, Fábio e Miguel colocam o equipamento de protecção individual e capacete, munem-se do material de comunicação, retiram a mangueira e as lanternas do carro e avançam, escadas acima. O dirigente da Associação de Bombeiros, Fernando Castelo, diz que neste tipo de incêndios urbanos, há vários problemas que se colocam aos soldados da paz. Por exemplo, “as ruas estreitas, sobretudo, no centro da cidade, e o estacionamento anárquico de alguns condutores, tornam, muitas vezes, difícil, a passagem dos carros”. Outra das situações problemáticas é o mau estado de conservação e funcionamento de algumas bocas de incêndio.
Enquanto isso, a equipa já chegou ao terceiro andar. Antes de entrar, faz uma avaliação prévia da situação, o que passa por, entre outros aspectos, verificar o grau de aquecimento da porta, que indicia o que se passa lá dentro. Uma vez no interior, há então que atacar o fumo e o fogo. A estratégia passa, em primeiro lugar, por retirar o fumo e fazer baixar a temperatura. Há a preocupação de “evitar danos na casa, a ideia de que os bombeiros quando atacam um incêndio destes, provocavam grandes prejuízos, não corresponde, actualmente, à realidade”, diz Fernando Castelo.
Apagado o ‘incêndio’, a equipa desce, guarda o material e inicia, de imediato, o segundo exercício. Novamente, a ideia é ‘atacar’ um incêndio urbano, mas agora com o auxílio da auto-escada. E aqui, uma das preocupações fundamentais é que, ao subir, os bombeiros “olhem sempre para cima”. Uns minutos mais tarde, já tinham ‘vencido’ mais um incêndio e voltavam ao quartel. Missão cumprida.

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Investimento de um milhão para reagir à crise


Posted August 8th, 2010 by jorge Comments Off


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A empresa JBS - Sistemas de Higiene e Representações inaugurou, recentemente, as suas novas instalações. Situadas na Urbanização Industrial Urbipaquete, Pateiro (concelho de Lagoa), representaram, segundo refere o seu administrador, Jorge Brito Santos, “um investimento de cerca de um milhão de euros”. Uma parte da verba foi conseguida através de programas de apoio à modernização empresarial, como o MODCOM e o PME Invest. Este investimento permitiu que a empresa passasse a concentrar as suas actividades e material num único espaço próprio, enquanto que até agora se via obrigada a utilizar quatro armazéns alugados.
A JBS passou a contar com uma área de dois mil m2 que, entre outros aspectos, lhe permite “comprar contentores completos de material, a preços muito mais baixos”. A oportunidade foi, também, aproveitada para renovar e reorganizar todo o sistema informático, graças à aquisição de moderno equipamento e software que permitem, por exemplo, aos seus clientes fazerem encomendas on-line.
Apesar dos problemas económicos e financeiros que o mundo atravessa, Jorge Brito Santos diz que “temos que reagir à crise e não nos deixarmos vencer por ela”. No caso particular da sua empresa, entende que era a altura de “dar o salto” e que a construção destas novas e modernas instalações é o corolário de um percurso ascendente que se iniciou em 1985. Recorda que, na altura, “comecei a trabalhar sozinho, com uma carrinha em segunda mão”. Ao fim de algum tempo, conseguiu criar condições para admitir um empregado e outro veículo e a empresa não parou de crescer. Um dos pontos altos dessa evolução consistiu na obtenção, há dois anos, da classificação de PME Líder.
Actualmente, a JBS conta com 20 funcionários, uma frota de 16 modernas viaturas e “é representante e distribuidora oficial para o Algarve de algumas das maiores e mais consagradas marcas nacionais e internacionais”, como, por exemplo, a Johnson, a Vileda e a SCA. Para conseguir melhores preços e prestar um melhor serviço aos seus cliente, há quatro anos que constituiu, juntamente com mais 3 empresas portuguesas e 27 espanholas”, uma central de compras. Desenvolve a sua actividade em todo o Algarve e tem como clientes quer empresas privadas, sobretudo ao nível do sector turístico e da restauração, quer entidades públicas, como câmaras municipais, hospitais e centros de saúde.
Jorge Brito Santos considera que, com esta mudança e com a “equipa forte e coesa que temos”, a empresa ficou com melhores condições para continuar a vencer os desafios que tem pelo caminho. Agora, convinha é que a crise desaparecesse.

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O ‘vício’ do coleccionismo


Posted August 5th, 2010 by jorge Comments Off


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Começou há mais de trinta anos a “juntar” um vasto conjunto de documentos, livros, fotos e postais sobre a vida portimonense. Hoje em dia, Manuel Mendonça é possuidor de um valioso e muito interessante espólio, através do qual se pode seguir a vida do concelho ao longo dos anos.
Manuel Mendonça tem o ‘vício’ do coleccionismo. Ao longo de cerca de três décadas “juntando” todo o tipo de postais, fotografias, documentação e livros relacionados com o Algarve, em geral, e com Portimão, em particular. Começou “influenciado pelo João Tavares, que era a pessoa que mais postais antigos tinha de Portimão, e pelo Palhinha”. Agora conta com um espólio imenso que guarda em 80 álbuns e várias prateleiras.
Através dos postais e das fotografias, pode fazer-se uma viagem por Portimão, ao longo dos anos. Por exemplo, ‘descobrir’ que, em tempos, existiram uma salinas; que se faziam grandes batalhas das flores, no rio, envolvendo um número considerável de embarcações e que, na Praia da Rocha, por volta do início do século XX, com um figurino urbanístico muito diferente do actual, se realizavam touradas, em improvisadas praças de touros.
É também muito curioso depararmo-nos com fotografias das mesmas ruas, tiradas em períodos muito diferentes, que nos permitem seguir a evolução urbanística da cidade.
Este material é conseguido por diversas formas. “Alguns postais e fotos são-me dados por pessoas conhecidas, outros, peço emprestados e faço cópias, e outros ainda, adquiro em feiras”. Um dos ‘tesouros’ que mostra com maior orgulho retrata um grupo de bombeiros, fotografia que “deve ser das mais antigos existentes”. No entanto, não consegue determinar nem em que ano nem onde foi tirada. Muito do material que lhe vai parar às mãos não tem qualquer indicação e, por isso, precisa, frequentemente, de desenvolver “um trabalho quase de detective” para conseguir descobrir o local e as pessoas que nela aparecem, bem como a altura em que foram tiradas.
Um desses casos ocorreu com uma fotografia que representa um bodo aos pobres realizado na Praia da Rocha que, segundo uma legenda aí inscrita, foi feito para comemorar o facto de Luíz Bordas ter resgatado ao mar Luís Maravilhas e sua filha Carolina. Manuel Mendonça, tentou por vários meios, inclusivamente, recorrendo a estudiosos de história local, determinar a data em que tal feito terá ocorrido. Não lhe conseguiram dizer e só mais tarde conseguiu, por acaso, encontrar um documento, em que sob a forma de verso, se contava a história que, pelos vistos, terá acontecido por volta de 1904.
Um dos conjuntos de fotografias de que mais se orgulha é da autoria de Eduardo Portugal, e data dos anos 30. Era uma altura em que ninguém ainda sonhava com supermercados ou hipermercados e, praticamente, tudo se comprava e vendia nas feiras e mercados realizados a céu aberto. E, tal como nos actuais grandes espaços comerciais, havia material para todos os gostos e necessidades. Havia mercados de cântaros, mercados de vassoura e, até, mercados de baraços…
Outro conjunto de postais que mostra é de 1904 e faz parte da Colecção J.Prazeres. Outro momento importante que tem registado no seu espólio é a construção da ponte ferroviária de Portimão.
Mas também o ‘elemento humano’ está bem presente na sua colecção. Um conjunto de fotografias retrata, através de grandes planos, “vendedoras da feira”. Folheando o álbum aponta para uma, do “Zézinho dos Cordões” e, mais à frente, “do engraxador da Casa Inglesa e de um tecelão que havia em Portimão”.
É com evidente prazer que Manuel Mendonça exibe estes postais e fotografias, que “não são meus, representam a cidade e as pessoas daqui, são, no fundo, de toda a gente, por isso é que não faço ‘caixinha’ e os mostro a quem quiser vê-los”.

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Escultura de homenagem a Teixeira Gomes


Posted May 16th, 2010 by jorge No Comments »


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No próximo dia 27, vai ser inaugurada uma curiosa escultura alusiva à genealogia de Manuel Teixeira Gomes. Segundo apurámos, o monumento terá a estrutura de uma árvore, nela sendo colocados os ascendentes e descendentes do mais famoso portimonense de todos os tempos.
A cerimónia decorrerá na Casa Manuel Teixeira Gomes e é mais uma iniciativa integrada no programa comemorativo do 150º aniversário do escritor e político que chegou a presidente da República.
A árvore tem como base uma parte do extenso trabalho de pesquisa genealógica que o portimonense Nuno Inácio está a desenvolver. A inauguração da exposição será complementada por uma mini-conferência sobre a genealogia de Teixeira Gomes. O assunto voltará a ser exposto, mas de uma forma mais elaborada dois dias mais tarde, no mesmo espaço.
O trabalho de Nuno Inácio tem como base os registos de nascimento, casamento, baptismo e óbito. Munido desses documentos, vai construindo uma árvore de parentescos que, nesta altura, “já conta com cerca de 125 nomes” e envolve as freguesias de Portimão, Porches, Alferce, Monchique, S.Marcos da Serra e Albufeira. Tudo começou a partir do momento em que decidiu conhecer melhor a história da sua família e começou a recolher os elementos que o levaram a elaborar a sua própria árvore genealógica. Ganhou gosto à tarefa e foi por aí fora, levantando os registos de algumas das freguesias onde os seus antepassados tinham vivido. Às tantas, o projecto já tinha uma dimensão demasiado grande para ficar apenas no seu computador e resolveu solicitar apoio a algumas câmaras municipais do Algarve, no sentido de fazer o levantamento de cada um dos concelhos. Na generalidade, a receptividade tem sido “muito positiva”. Portimão foi das primeiras autarquias a chegar-se à frente, daí que nesta altura já esteja disponível, on-line, a árvore genealógica aos naturais da freguesia de Portimão. O resultado da pesquisa pode ser consultado na internet, no site: www.genealogiadoalgarve.com.
Neste momento, está a trabalhar na de Alvor, mas entretanto teve que se desdobrar com os dados relativos a Albufeira, que serão apresentados no próximo dia 9 de Junho. Deverão seguir-se as freguesias de Monchique e Lagoa.
Para além da curiosidade pessoal de se ficar a saber quem foram os ascendentes e descendentes de cada pessoa, o trabalho tem muitas outras potenciais utilizações. Os dados nele apresentados podem levar a desenvolver “estudos sobre demografia, migrações, evolução da esperança média de vida e mesmo sobre relações sociais e de classes”. Pode também servir para questões mais práticas como para proceder à habilitação de herdeiros ou permitir a legalização de estrangeiros descendentes de algarvios.
Um dos aspectos curiosos com que se deparou é que há muitos portimonenses descendentes de pessoas de Tânger. Também constatou existir um elevado número de casamentos de homens do Norte do país com mulheres de Monchique.
Um dos constrangimentos deste trabalho é o facto da legislação existente não permitir a consulta de dados pessoais nos últimos cem ano, o que significa que apenas pode tratar dos que se reportam até 1910. Um constrangimento que pode ser ultrapassado se os interessados lhe concederem autorização para utilizar os seus dados.

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Há muitas quintinhas no PSD de Portimão


Posted April 25th, 2010 by jorge Comments Off


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Segunda parte da entrevista a Antonieta Guerreiro, deputada do PSD, eleita pelo Algarve.

Como é que vê a vida política portimonense? Por exemplo, no seu partido, nunca mais é resolvida a questão das eleições internas, a nível local…
Em Portimão, um dos problemas do PSD é ter um PS muito forte. Por outro lado, o PSD, na sua génese, é feito de clivagens e sensibilidades, parece um saco de gatos pardos, cada um mais pardo que o outro. Mas somos mesmo assim, somos ecléticos, diversificados e heterogéneos e gostamos de ser assim. E todas as clivagens e sensibilidades que temos no PSD, a nível nacional, também se encontram em Portimão. Acresce a isto que conta com algumas personalidades muito fortes, às vezes, aquilo parece a Bósnia.

E, portanto, não vê solução para isso?
Tem, até a própria península jugoslava teve solução. As pessoas têm é que perceber que têm de trabalhar não para a sua quintinha, mas para o bem comum do partido em Portimão que tem de ser sempre salvaguardado. O problema até agora é que o responsável de cada quintinha acha que a sua é importante, especial, diferente, cada um pensa que só ele é que tem razão, todos os outros estão errados. O principal problema do PSD em Portimão é a falta de unidade, falta de capacidade para trabalhar em conjunto. O partido não é da pessoa A, B ou C, é um colectivo de pessoas que têm de trabalhar para o mesmo objectivo. É assim que eu vejo as coisas, eu estou disponível para trabalhar com quem quiser trabalhar comigo.

O problema tem sido um PS demasiado forte ou um PSD muito fraco?
O PS tem um esquema de trabalho muito bom. Talvez seja um partido tão dividido como o PSD, a diferença é que é mais unido, nos momentos-chave, os seus dirigentes unem-se e não há cá vozes dissidentes. Para além disso, tem uma rede de contactos que foi criando ao longo de trinta anos de poder, que usa para ganhar eleições. As coisas funcionam de outra forma, porque eles estão todos ali para atingir um objectivo, para eleger ‘aquela’ pessoa e ganhar eleições. O PS tem uma grande capacidade organizativa e o PSD não se consegue conciliar e unir. Quando o PSD tiver a capacidade de trabalhar todo para o mesmo e os protagonistas saberem trabalhar uns com os outros, então aí poderemos ter, pelo menos, muito melhores votações.

Em determinada altura deste processo de eleições para a concelhia, que parece nunca mais ter fim, falou-se na possibilidade de você se candidatar. Se o tivesse feito, de que forma faria agora oposição?
Para responder a essa pergunta teria que estar no terreno, para além de que seria um trabalho de equipa, de coordenação entre quem está na comissão política e nas assembleias de freguesia, na Assembleia Municipal e na Câmara. Eu começaria exactamente por aí, quem ficar agora na comissão política, o que tem a fazer é trabalhar com os autarcas que temos nos diversos órgãos do município. Essa coordenação é fundamental e, enquanto isso não acontecer, todo o trabalho de oposição cai em saco roto, pois a comissão política não pode querer fazer algo que depois não é consubstanciado pelo voto de quem está nos órgãos autárquicos.

Mas, olhando de fora, como é que vê a actuação da maioria socialista na Câmara?
Vejo como sempre vi, as coisas nos últimos anos não mudaram muito. Quer dizer, o foguetório diminuiu um bocadinho, embora continue a haver muita festa, faz-me muita confusão o cartaz cultural, há muitas actividades ao mesmo tempo, à mesma hora para a população, mas isso é a forma que a Câmara encontrou de pôr as colectividades a funcionar. O que acontece é que depois só vão às actividades quem é membro de cada uma das colectividades e não há actividades que se transportem para fora das portas das suas sedes.
Há um conjunto de situações que têm de ser repensadas. Esta questão do Sasha não faz muito sentido, a vocação da Câmara não é gerir bares na praia. Não conheço os pormenores do contrato, mas acho que a Câmara vai perder dinheiro. Não sei se o caminho é o correcto, há uma dívida, tem que ser paga porque a Câmara precisa é de dinheiro.

A nível nacional, o PSD passou por um processo eleitoral. Porque resolveu apoiar Pedro Passos Coelho?
Dois dos critérios seguidos, não só por mim como pela distrital foram apoiar um candidato que ouvisse e respeitasse os interesses das bases do partido e que fosse sensível à questão da regionalização e Pedro Passos Coelho dá-nos essas garantias. Não podemos continuar a permitir que, de forma arbitrária e sem controlo, a Nacional do partido interfira nas escolhas das distritais e das secções. Isso é inadmissível.

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