Feira do Retalho duas vezes ao ano


Posted March 31st, 2009 by jorge No Comments »


Flexibom Light
Até 50.000€ em 72 meses sem pagar juros nos 2 primeiros meses.


oliveira-006
(Entrevista a Fernando Oliveira - Parte 3)
Como tem sido o relacionamento da ACRAL com a Câmara e a Associação Comercial de Portimão? Tem valido a pena a ‘super-associação’ (UAC) criada pelas três entidades?
Nesta fase do campeonato, posso dizer que sim, mas vamos esperar que as coisas comecem a funcionar a cem por cento para se poder aferir os resultados. Mas faz todo o sentido que caminhemos unidos, pois só assim conseguiremos dar a volta à situação difícil que atravessamos. Temos que começar a pensar em grande e não cada um para o seu lado, temos que perceber e transmitir a ideia de que o que é bom para um é bom para todos. Sei que isto não encaixa muito bem em certas mentalidades, mas nas conversas que tenho tido com alguns colegas, sinto que já há muitos a pensar dessa forma, que é preciso unir esforços.
Quando abre a sede da UAC?
Está para breve, mas ainda não há uma data concreta decidida.
Em termos de plano de actividades, o que há de mais relevante para este ano?
Em princípio, vamos continuar a desenvolver as actividades que habituais, integradas na Semana do Comércio em Festa, e queremos fazer mais alguns.
Uma das iniciativas que resultou melhor, pelo menos, em termos de facturação, foi a Feira do Retalho. Vai manter-se nos mesmo moldes ou há alterações previstas?
A Feira do Retalho caminha a passos largos para se fazer duas vezes por ano, mantendo-se no Verão e realizando-se uma segunda edição depois do Natal, no princípio de cada ano.
O projecto do Fórum Empresarial nunca chegou a avançar. É carta fora do baralho ou ainda tem esperança de o conseguir concretizar?
Está em lista de espera. Acredito que possa vir a ser construído, é uma necessidade para a classe empresarial da terra e por isso continuamos a tentar encontrar formas de viabilizar essa construção.A construção do Fórum era suposto ser a contrapartida do promotor de uma grande superfície e dizia-se que os outros que se quisessem instalar também teriam de dar contrapartidas ao comércio tradicional. Afinal, isso acabou por não se concretizar…
Acredito que ainda poderá concretizar-se, estou convicto que a autarquia salvaguardou os interesses dos comerciantes desta terra.
As grandes superfícies têm contribuído mesmo para o enterro do comércio tradicional ou tem-se exagerado nesse ‘papão’?
Não acho nada exagerada a crítica às grandes superfícies. Só o tempo o dirá se a aposta foi errada ou não, mas, segundo estudos que existem, sabemos que cada posto de trabalho criado numa grande superfície mata quatro no comércio tradicional.
Para além das acções de animação, que tipo de actividade desenvolve a ACRAL ao longo do ano?

Temos cursos de formação profissional, prestamos apoio jurídico e administrativo aos sócios e tentamos fazer ouvir a voz e os interesses dos comerciantes nos fóruns em que estamos representados.
Quando a ASAE começou a ‘atacar’ em força, as associações empresariais viram aumentar o seu número de sócios, pois os comerciantes sentiram que precisavam de apoio e aconselhamento. Isso continua a suceder?
Sim, temos recebido inscrições de novos sócios, mas também temos algumas desistências, fruto do encerramento de muitas lojas.
O enorme aumento de lojas de produtos chineses também tem afectado negativamente o comércio tradicional?
Não creio que tenha afectado muito, eu, pessoalmente, prefiro ver uma loja ocupada do que uma devoluta. O fecho de lojas não afecta só o comerciante, afecta também o senhorio do espaço e os trabalhadores. Os senhorios são pessoas de alguma idade que, em muitos casos, dependem daquela renda para viver…
Mas não lhe parece que também são culpados pelo fecho de muitas lojas? Alguns dos valores de rendas que se ouve falar são absurdos e não estão minimamente adequados à situação de crise que se vive.
Há de tudo, há rendas proibitivas por excesso e outras por defeito. Mas acho que já se ultrapassou a fase em que se pedia mundos e fundos por uma loja, o mercado encarregou-se de regular isso. Quem tem uma loja para arrendar se poder fazê-lo por 500 euros não vai cedê-la por 400, mas se não há quem fique com ela por esses valores tem que descer o preço e isso tem vindo a verificar-se nos últimos tempos.
Têm fechado muitas lojas?
Sim, têm fechado muitas lojas, muitas, mesmo.
O projecto da câmara de requalificação urbana do centro da cidade vai ser positivo para o comércio tradicional?
Nós temos alguma informação sobre o que está previsto, mas vamos esperar que esteja tudo cá fora para nos pronunciarmos com maior pormenor. As ideias-base são boas, vamos ver como resultam na prática. Espero que resultem porque a cidade precisa disso.

RSS Feed Add to Technorati Favorites Add to Del.icio.us Stumble It! Submit to Slashdot Submit to Buzz! Digg It!
© Submit to Any - jjtcomputing.co.uk

Abrir as lojas à sexta-feira à noite


Posted March 31st, 2009 by jorge No Comments »


Flexibom Light
Até 50.000€ em 72 meses sem pagar juros nos 2 primeiros meses.


oliveira-014

(Entrevista a Fernando Oliveira - Parte 2)
A nível local, que medidas devem ser tomadas para evitar que o comércio morra todo no centro da cidade?

Há muitas medidas que podem ser tomadas. Nós, para além de identificar os problemas, também queremos indicar soluções. Por exemplo, toda a gente sabe que há uma falta de estacionamento tremenda no centro. Também sabemos que a medida adoptada pelo mercado municipal de oferecer estacionamento gratuio no seu parque na primeira hora tem resultado muito bem, pelo que seria de adoptar essa medida também nos parques de estacionamento do centro da cidade. Dessa forma, conseguiríamos trazer mais gente para a zona comercial, e com isso, que os comerciantes facturem mais. Mas também conseguiríamos dar mais vida ao centro da cidade e até, de alguma forma, contribuir para a diminuição da criminalidade…
Durante algum tempo, falou-se muito da criminalidade, havia notícias de assaltos quase todos os dias. Depois, as coisas pareceram acalmar, mas agora, voltou-se outra vez a ouvir falar, com insistência, de assaltos. É um problema preocupante nesta altura?
Sim, temos recebido muitas queixas dos nossos associados relativas à falta de policiamento nas ruas. Sabemos que não é possível ter um polícia para cada cidadão, mas também se constata que no centro da cidade não se vê polícias com frequência.
Em tempos vocês quiseram contratar vigilantes para melhorar a segurança. Isso não avançou porquê?
É um projecto que está ainda a ser estudado, mas ainda não estão reunidas todas as condições para que possa avançar.
Houve recentemente um assalto com num tipo de profissionalismo e armamento a que não estávamos habituados. Acha que se está a entrar num nível mais elevado e sofisticado de criminalidade?
Parece que sim e como dirigente associativo e cidadão, isso aflige-me, mas acho que se trata de uma tendência mais nacional do que local. É um fenómeno a que não estávamos realmente habituados nem preparados para enfrentá-lo.
Há muitos eventos em Portimão, que atraem muita gente, mas isso não parece beneficiar substancialmente o comércio tradicional. O que tem falhado a este nível?

Estão a ser tomadas algumas medidas, numa colaboração entre as associações e a autarquia, no sentido de criar elos de ligação e para que os comerciantes possam abrir os seus estabelecimentos de acordo com os eventos…
Isso é uma ‘guerra’ de há muitos anos. Continua a ser difícil convencer os comerciantes a abrirem os seus estabelecimentos fora dos horários tradicionais?
Acho que nesta altura de crise, há certas medidas que é mais fácil serem implementadas. Se em anos ‘bons’ fôssemos ter com os comerciantes a sugerir que mantivessem as portas abertas durante mais tempo, eles não estariam minimamente sensíveis a tal possibilidade. Agora, por questões de necessidade, para facturar mais, têm todo o interesse em ir por esse caminho.
Que tipo de comércio ainda é possível subsistir no centro da cidade?
As pessoas são um bocado enganadas ou iludidas quando vão a uma grande superfície e acabam muitas vezes por comprar artigos que não desejavam comprar e não têm a informação e o apoio mais correcto por parte de quem aí vende. Posso dar o meu caso particular, em que, por vezes, quando alguns clientes me pedem informação sobre se devem comprar um determinado produto, em face do conhecimento que tenho deles, digo-lhes não é o adequado para as suas necessidades. Ora, naturalmente, que este tipo de apoio e informação não lhes é dado nas grandes superfícies. Acho que o futuro do comércio tradicional passa também muito por aí, tem que evoluir, tem que haver um conhecimento do cliente, do produto, é a mais-valia que temos em relação às grandes superfícies.
Uma das queixas recorrentes é que é difícil encontrar estacionamento, se possível, gratuito no centro da cidade. É possível fazer alguma coisa para resolver este problema?
Há opções para minimizá-lo e isso não passa por fechar o centro ao tráfego automóvel. O que é preciso é repensar a questão do estacionamento à entrada da cidade, articulando-o com o transporte urbano. Por outro lado, é também necessário ter bons acessos ao centro e obviamente aí tentar encontrar algumas soluções de estacionamento automóvel.
Que outros trunfos podem jogar mão para atrair as pessoas ao centro?
Nós queremos alargar o período de realização de eventos e acções de animação, exactamente para dar às pessoas a ideia de vale sempre a pena vir ao centro da cidade. Estamos, por exemplo, a trabalhar no projecto de realização de exposições temáticas na Alameda, queremos também abrir o comércio às sextas-feiras à noite durante o período de Verão.
Têm notado alguma dinamização provocada pela abertura do teatro?
Ainda é muito cedo para termos alguns dados concretos, mas não tenho dúvidas que a abertura do teatro e a recuperação da Igreja do Colégio são aspectos positivos para a cidade.

RSS Feed Add to Technorati Favorites Add to Del.icio.us Stumble It! Submit to Slashdot Submit to Buzz! Digg It!
© Submit to Any - jjtcomputing.co.uk

Em tempo de crise, é preciso o dobro do trabalho


Posted March 31st, 2009 by jorge No Comments »


Flexibom Light
Até 50.000€ em 72 meses sem pagar juros nos 2 primeiros meses.


oliveira-015

(Entrevista a Fernando Oliveira - Parte 1)
Com a eleição de João Rosado para presidente da Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve (ACRAL), o lugar de coordenador em Portimão passou a ser ocupado por Fernando Oliveira. Em entrevista ao Jornal de Portimão, o novo dirigente mostra-se preocupado com a questão da insegurança, defende a isenção de estacionamento nos parques na primeira hora e a realização de duas feiras do retalho.

O que é que o levou a aceitar este desafio?
Fui um pouco ‘enganado’ quando há três anos ingressei na ACRAL, pois nunca pensei que isto fosse uma coisa tão aliciante. Envolvi-me fortemente na associação e agora cheguei quase como que de forma natural e automática ao cargo de coordenador.
Quem são as pessoas que o acompanham à frente da delegação de Portimão?
São o Carlos Baptista, o Hélder Caetano, a Carla Grade e a Maria do Rosário Morgado. Trata-se de uma equipa jovem, sendo de realçar a presença de duas senhoras. Como se sabe, infelizmente, não é muito vulgar as senhoras envolverem-se nestas actividades, mas aqui isso aconteceu e são mais-valias para a ACRAL. São todos elementos dinâmicos e, por isso, penso que poderemos fazer um bom trabalho.
Muitas vezes, no associativismo, formam-se as equipas, mas depois, quando é para trabalhar apenas aparece um ou dois. Neste caso, está convencido que isso não vai acontecer?
Quando se escolhe uma equipa é, obviamente, a pensar que todos vão trabalhar, embora haja sempre alguns que acabem por dar mais de si do que outros. Neste caso concreto, como disse, estão comigo pessoas jovens e dinâmicas e, por isso, estou convencido que vamos trabalhar bem em equipa e, no final, o resultado será positivo.
Antes da crise, já o comércio tradicional passava por grandes dificuldades. Nesta altura, ainda há alguma hipótese de salvação para ele?
Os tempos são muito difíceis, mas se nós não acreditássemos que conseguíamos dar a volta às dificuldades, não faria sentido abraçar um projecto como este. Agora, que é preciso o dobro do trabalho e dedicação do que se estivessemos numa época de prosperidade, isso é verdade, não tenho dúvidas nenhumas.

RSS Feed Add to Technorati Favorites Add to Del.icio.us Stumble It! Submit to Slashdot Submit to Buzz! Digg It!
© Submit to Any - jjtcomputing.co.uk