As propostas do CDS


Posted October 8th, 2009 by jorge 1 Comment »


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Uma das principais propostas do CDS é a criação de uma nova freguesia no concelho. Os candidatos deste partido consideram que a freguesia de Portimão é demasiado grande e a respectiva Junta de Freguesia não consegue dar apoio a todos os cidadãos, sobretudo aos que residem nas zonas limítrofes. Para responder a essa necessidade, os centristas defendem a criação de uma Freguesia que passe a integrar, entre outras, as zonas da Pedra Mourinha, Cardosas, Aldeia Nova da Boavista, Sobreiras, Pimentão e Serro Ruivo,
Relativamente às construções que estão previstas para a zona ribeirinha (aquário, insectário e teleférico), a equipa de João Caetano acha que elas vão ter um impacto permanente muito relevante numa zona nobre da cidade, pelo que não deverão avançar de ânimo leve. A questão do financiamento deve ser bastante analisada e, para além disso, convém saber o que a população acha do projecto, o que só poderá acontecer através da realização de um referendo.
Os representantes que, eventualmente, o CDS venha a ter nos órgãos autárquicos deverão continuar a ter como uma das maiores preocupações a situação financeira da Câmara. O CDS faz uma avaliação muito negativa da gestão socialista, que “gasta mais do que aquilo que pode e gasta mal aquilo que não tem”. Na opinião dos seus responsáveis e candidatos, para além de deixar a autarquia em maus lençóis, também está a ter um impacto negativo em muitas empresas que são suas fornecedoras, uma vez que têm de esperar largos meses até conseguirem ser pagos. Na base desta situação está a política desenvolvida ao nível dos grandes eventos e das festas que custam muito caro e que não trazem o devido retorno à cidade. Para exemplificar esta crítica, João Caetano tem usado, nos últimos tempos, o caso do Carnaval da Bahia. Numa das últimas assembleias “questionámos o executivo sobre o custo deste evento e responderam que não sabiam, que tinham que ir ver os dados”. Mais tarde, voltaram a perguntar, mas a resposta foi igual.
O CDS defende que se acabe com muitos dos eventos caros que têm ocorrido na cidade, ao longo dos últimos anos, e que com os recursos que aí poupa, a autarquia tenha condições para avançar com um efectivo plano de apoio às empresas do concelho (desde logo, pagando a compra dos seus serviços e produtos a tempo e horas), para que estas sobrevivam e não se continue a agravar o desemprego no concelho, “o mais elevado do Algarve”.
Outra das preocupações reveladas por este partido tem a ver com a quebra de importância do comércio tradicional, situação que tem a ver com a abertura total que diz ter existido ao nível da instalação de grandes superfícies. Um dos outros problemas que contribuem para a má situação do comércio tradicional é a ausência de estacionamento fácil e barato na zona central da cidade e, para dar a volta a essa questão, João Caetano propõe que a gestão do parque de estacionamento da Alameda passe a ser feita pelas associações comerciais.
A criação de um circuito de ciclovias e a reformulação dos circuitos do Vai e Vem são outras das medidas defendidas pelo CDS.
TEXTOS RELACIONADOS:
As propostas do PS
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As propostas da CDU
As propostas do Bloco de Esquerda

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Câmara gasta mais do que pode


Posted September 15th, 2009 by jorge No Comments »


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Ouvir os portimonenses


Posted September 15th, 2009 by jorge No Comments »


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A polémica do imposto para turista pagar


Posted June 19th, 2009 by jorge No Comments »


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As declarações de Manuel da Luz de defesa de um novo imposto ou taxa a recair sobre os turistas já mereceu fortes críticas da parte da oposição. Em declarações à agência LUSA, o autarca portimonense mostrou-se preocupado pela quebra de receitas provenientes do IMI e IMT, pelo que, para compensar, referiu achar razoável que se criasse uma taxa de 50 cêntimos ou de um euros por dia que revertesse a favor das autarquias. O edil alega que se trata de uma verba pequena que não se iria fazer sentir no bolso de quem nos visita, mas que faria uma grande diferença, ao fim do ano, nos cofres das câmaras.
Esta proposta merceu a contestação imediata do CDS/Portimão que a considera “errada, irresponsável e reveladora do verdadeiro desnorte que vai pela cabeça dos responsáveis socialistas que ainda gerem os destinos do concelho de Portimão”. A ser aplicada, a taxa iria “criar condições extremamente desvantajosas do município de Portimão, enquanto destino turístico, em comparação com outros destinos directamente concorrentes”, tornar mais difícil a situação das unidades hoteleiras e “agravar ainda mais” o problema do desemprego.
Também o PSD contesta este tipos de propostas de criação de novos impostos que “irresponsavelmente podem pôr em causa a capacidade competitiva dos operadores da principal actividade económica do concelho”, sendo que “se repercutiria negativamente em toda a estrutura económica e social agravando as já difíceis condições impostas pela actual crise que a todos impõe sacrifícios, menos à Câmara Municipal de Portimão, que continua insensível à realidade”.
Os dois partidos estão de acordo na análise de que o que Manuel da Luz pretende é “resolver os problemas de tesouraria da autarquia de Portimão à custa dos empresários da hotelaria e turismo”. E voltam a inisitir na “grave situação económica da Câmara” fruto do que consideram ser uma “irresponsável política despesista” seguida pela maioria socialista.

Artigos relacionados:
Manuel da Luz ‘atira-se’ à oposição
Impostos pagos onde são gerados

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CDS também é contra alienação de património


Posted June 15th, 2009 by jorge No Comments »


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Após o PCP e o PSD é agora o CDS que vem criticar a opção da Câmara de passar o seu património imobiliário para a empresa municipal Portimão Urbis, com o objectivo de constituir um fundo imobiliário.
Em comunicado, a comissão política local do CDS considera que “o Executivo da Câmara Municipal de Portimão não tem qualquer legitimidade política para tomar uma decisão tão gravosa como a de alienar património municipal, sem que os Portimonenses, de uma forma esclarecida e clara, possam pronunciar-se sobre a mesma”. Até porque tal medida “não constava do programa eleitoral do PS sufragado pelos Portimonenses nas eleições de Outubro de 2005 e tem implicações, a nível financeiro e patrimonial, que irão inevitavelmente perdurar para além do presente e próximo mandatos”.
Nesta como noutras matérias, acusam os centristas, o PS decide “discricionariamente” como se “fosse dono e senhor do município de Portimão, pondo em causa a sustentabilidade financeira da autarquia e a integridade patrimonial do município”. Este partido rejeita ter, de alguma forma contribuído para a aprovação da medida em sessão de Câmara, uma vez que “o nosso partido não está representado politicamente no Executivo da Câmara Municipal de Portimão desde inícios de 2007, altura em que retirou a confiança política ao Sr. Vereador Jaime Dias” que votou a favor, pois “actua como se fosse o 5º Vereador do PS na autarquia”.
Em face de tudo isto, o CDS garante que “lutará até ao limite das suas forças para que tal medida não seja aprovada na Assembleia Municipal de Portimão e para que os eleitores de Portimão, verdadeiros donos dos destinos do município, tenham a oportunidade de pronunciar-se sobre a mesma, escolhendo livremente qual o destino do património municipal”.

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Não à coligação, sim à creche do Malheiro noutro sítio


Posted May 20th, 2009 by jorge 1 Comment »


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O CDS quer que a Câmara desista da localização de uma creche no Malheiro e propõe um outro espaço. Se com isso se perder verbas comunitárias, o candidato do CDS à presidência da Câmara, João Caetano, sugere que, para compensar, se corte nas exposições.

Porque é que o CDS defende que a creche deve ser construída noutro espaço?
Em primeiro lugar, é preciso que se diga que o CDS, como é óbvio, não está contra a construção da creche, que já há muito faz falta. Não concordamos, nem a população, é com a localização porque se trata de uma zona habitacional, o terreno em causa está no meio da zona residencial do Malheiro e destinava-se a jardim público. A construção naquele local deste tipo de equipamento irá trazer uma série de transtornos quer à população residente quer às pessoas que têm ali negócios. Transtornos que se traduzem no afluxo de trânsito, pois os pais que vão deixar os seus filhos na crecher precisam de transporte para se deslocarem e no ruído, para além de ali não ser construído o tal espaço verde prometido.
O argumento da Câmara é que estão em jogo fundos comunitários que se perderão se a creche não for construída ali. Prefere que se percam esses fundos?
Esse é um argumento que já ouvi e que temos de pesar e que analisar para ver se será mesmo assim. Mas esta questão foi levantada inicialmente em Outubro de 2008 por vários moradores na zona. Se tivesse havido uma atitude mais proactiva por parte do executivo do PS desde essa altura, possivelmente teria sido possível alterar a localização sem a perda de qualquer financiamento. Nesta fase, há que analisar o problema mas penso que será preferível edificar o edifício noutro sítio perdendo, eventualmente, algum do financiamento comunitário do que mantê-lo naquele local. Há uma alternativa, um terreno situado a cerca de 500 metros, que foi doado à Câmara. Se se perder fundos comunitários, creio que foi por alguma inércia do executivo e é preferível perder financiamento, do que, se calhar, fazer uma exposição, que é um evento efémero, e que custa 300 ou 400 mil euros à Câmara.
Mudando de assunto, o candidato do PSD disse numa entrevista recente que defendia uma coligação eleitoral. Tem havido conversações nesse sentido, ainda é possível essa coligação?
Tanto quanto eu sei, não tem havido quaisquer conversações. Neste momento, o CDS faz o seu caminho, temos estado a ouvir a população, temos em preparação uma série de medidas que vamos apresentar num curto espaço de tempo e estamos também a preparar as nossas listas. É este o caminho que traçámos e em Outubro depois das eleições os resultados dirão se foi uma aposta correcta ou não.
Uma aposta que será para ir até ao fim de forma isolada?
Exactamente, a não ser que houvesse um volte-face que, sinceramente, não estou a ver como poderá ocorrer.

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25 de Abril - João Caetano (CDS)


Posted April 27th, 2009 by jorge No Comments »


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“Chegámos a uma situação financeira do município gravíssima e podemos andar aqui a esgrimir números em termos contabilísticos e de natureza financeira mas a conclusão, se tivermos boa-fé e soubermos ser honestos, é apenas esta: não podemos continuar neste sistema, temos de mudar de vida, temos que fazer uma ruptura com este sistema de endividamento municipal, de gastar mais e gastar mal os recursos que temos”.

“Um sistema empresarial local que, ao invés de satisfazer as necessidades básicas das populações, através das atribuições que lhe são transferidas pelo município, prefere dedicar-se a operações financeiras. Entendamo-nos: não tenho nem o partido que aqui represento tem qualquer posição de princípio contra as operações financeiras. As empresas municipais não podem é servir para isso, as empresas municipais servem para prosseguir os fins e atribuições que o município tem e não é isso que está a ser feito em Portimão”.

“Continuamos nesta senda dos eventos, como agora se diz, espantásticos, que é uma expressão que está muito na moda nesta cidade, e vamos continuar, seguramente, porque é ano de eleições e mais eventos espantásticos virão até ao espantástico dia das eleições, e antes disso, à espantástica quinzena da campanha eleitoral, em que iremos ouvir promessas”.

“Vamos levar à Assembleia Municipal em devido tempo uma proposta de referendo local para discutir amplamente na cidade as novas estruturas que se pretende criar na zona ribeirinha de Portimão”.

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