Preparados para salvar


Posted April 19th, 2010 by jorge No Comments »


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O Grupo de Salvamento em Grande Ângulo dos Bombeiros está sempre preparado para prestar socorro a quem cai numa zona de difícil acesso. O caso mais complicado que encontrou foi o de uma vaca que caiu numa nora.
Imagine que cai numa falésia, num poço ou num local de difícil acesso. Depois de dado o alerta, se a situação ocorrer na zona de Portimão, o mais provável é que seja socorrido pelo Grupo de Salvamento em Grande Ângulo dos Bombeiros Voluntários de Portimão.
Existente desde o ano 2000, conta, actualmente, com 14 elementos que têm de estar sempre preparados e devidamente treinados para acorrer, a qualquer momento, a este tipo de situações.
Ao longo do ano, diz o seu responsável, o sub-chefe Luís Feliciano, de uma forma geral, não são muitas as vezes em que são chamados a prestar socorro. Mas, quando isso acontece não pode haver lugar para amadorismos, ‘invenções’ ou desenrascanços de última hora. Todos os bombeiros que fazem parte do grupo têm de saber exactamente o que fazer, com a maior rapidez e segurança possível, em qualquer tipo de caso que apareça.
E alguns deles não são nada fáceis de resolver. Luís Feliciano ainda guarda na memória a dificuldade que o grupo sentiu, “há cerca de um ano e tal ou dois, quando fomos chamados para uma missão pouco comum: salvar uma vaca que tinha caído dentro de uma nora”.
Para dar uma resposta à altura quando acontece uma situação destas ou outra menos ‘pesada’, todos têm que estar em plena forma física, serem especialistas em técnicas associadas à escalada, ao montanhismo e… não terem medo das alturas.
No passado dia 3, o Jornal de Portimão assistiu a um treino levado a cabo, junto ao quartel dos bombeiros, por cinco dos elementos do grupo. O caso simulado era idêntico a muitos que encontram quando são chamados ao terreno, numa situação real: uma pessoa havia caído numa zona baixa à qual era impossível chegar por via pedonal ou utilizando viaturas. Chamada a actuar, a primeira preocupação da equipa é com a segurança, pois não faz sentido ir tentar salvar alguém sem que esta vertente esteja devidamente acautelada. O seu principal instrumento de trabalho são as cordas, que devem estar em excelentes condições, sendo frequente serem colocadas de lado ao fim de algum tempo de utilização e substituídas por outras novas, que garantam essa tal segurança. Outro elemento importante é o arnês, um cinto de segurança no qual a corda encaixa.
Depois de tudo pronto, os bombeiros fazem uso da sua agilidade e descem o edifício, usando as cordas. Uma maca também faz a descida, nela sendo colocada e imobilizada a vítima, depois de se ter examinado o seu estado. Inicia-se, então, a parte mais complicada, a da subida de dois bombeiros e da vítima, ajudados pelos restantes elementos da equipa, que ficaram na parte de cima. Missão cumprida com sucesso, é altura de arrumar o material e descansar um pouco.
Este tipo de exercícios vai poder ser visto em vários pontos da cidade, nos próximos tempos, pois o novo presidente da associação de bombeiros, Álvaro Bila, e o director responsável por este grupo, Fernando Castelo, dizem “querer dar a conhecer à população os serviços que os bombeiros estão habilitados a prestar e esta é uma das formas mais interessantes de o fazer”.

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Associação vai abrir-se mais à população


Posted March 17th, 2010 by jorge Comments Off


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(ENTREVISTA A ÁLVARO BILA, O NOVO PRESIDENTE DOS BOMBEIROS - PARTE II)
Julgo que, recentemente, há serviços que eram assegurados pelos bombeiros, nos quais o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) agarrou. Que serviços são esses e de que forma esta situação vai prejudicar os bombeiros de Portimão?

Os bombeiros fazem serviços que são pagos pelos INEM. No entanto, desde há algum tempo, que esta entidade colocou cá uma viatura e, por isso, passámos a prestar menos serviços, com consequências negativas ao nível das receitas. É também por isso que digo que vamos ter que reestruturar os nossos serviços. Se há menor actividade a este nível, ficamos com mais gente disponível para fazer serviços de transporte de doentes para Lisboa.

O quartel dos bombeiros tem muitos espaços e salas no seu interior. Estão bem aproveitados? Por exemplo, o consultório médico, está a funcionar bem e a trazer receitas para a corporação?
O consultório médico está a trabalhar bem. Depois, temos o nosso pavilhão que, actualmente, e graças a um acordo feito com a autarquia, tem uma boa utilização, funciona diariamente. Para além destes, há outros espaços que poderemos dinamizar melhor, realmente, o quartel é grande, e vamos tentar encontrar formas de os rentabilizar ainda melhor.

Com o grau de exigência e de formação que é exigido aos bombeiros, acha que continua a justificar-se o voluntariado ou isso terá tendência a acabar?
A palavra ‘voluntários’ existe mas os bombeiros que estão na nossa associação e prestam serviço no dia-a-dia são todos pagos. Depois, há realmente voluntários, pessoas que dão muitas horas e trabalho à associação, e que são uma grande ajuda, mas os que asseguram a actividade corrente da corporação são remunerados.

O modelo existente deve continuar ou, como está a acontecer noutros concelhos, como, por exemplo, Faro, a associação deve transformar-se em municipal?
Se a corporação se transformasse em municipal, isso iria trazer muitos custos para a autarquia, até porque a estrutura iria ser diferente, os horários de trabalho e serviços a realizar, também. Obviamente, a Câmara passaria a suportar todas as despesas com o pessoal, com a manutenção do equipamento e com a aquisição de novas viaturas, enquanto que, actualmente, temos apoio financeiro da autarquia, mas também outras fontes de financiamento. Tendo em conta que prestamos um bom serviço, a população e a autarquia lucram o actual modelo. Devíamos era ter mais sócios, maior apoio da população para conseguirmos adquirir melhor equipamento, ter bombeiros ainda melhor preparados para prestarmos um serviço de nível superior ao que já temos e que é bastante bom. Para isso, há que desenvolver iniciativas no sentido de abrir mais a associação à população.

Que iniciativas serão essas?
Queremos ir às escolas, mostrar às crianças e jovens o que são e o que fazem os bombeiros. Também é nossa ideia levar a população ao quartel, através da realização de cursos temáticos, em que ensinamos as pessoas a trabalhar com extintores, a adoptarem atitudes de prevenção e a saber o que fazer em caso de emergência.

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Não é para dividir que estou nos Bombeiros


Posted March 15th, 2010 by jorge Comments Off


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(ENTREVISTA A ÁLVARO BILA, O NOVO PRESIDENTE DOS BOMBEIROS DE PORTIMÃO - PARTE 1)
O que é que o levou a avançar com esta candidatura?

O que me levou a avançar foi o facto de estar a verificar-se uma grande desunião naquela associação. Se não avançasse, ia haver ali um ‘duelo’ entre pessoas que entraram em conflito, o que seria mau.

Foi você que resolveu dar o passo decisivo ou houve algum grupo que o tenha incentivado a ser candidato?
Houve muitas pessoas que me envolveram nisto, que me incentivaram a candidatar-me. A reconciliação entre as duas listas era impossível, uma vez que uma delas já estava no terreno há mais de um ano, e então tive de fazer uma outra lista e avançar.

Na assembleia eleitoral, verificaram-se alguns atritos entre as duas listas, sinal de que essa divisão de que fala continua a existir. Daqui para a frente, vai ser possível reconciliar os associados? O que vai fazer para conseguir isso?
Acho que os atritos que existiram foram os normais, numa eleição em que há duas listas em confronto. Daqui para a frente, há que trabalhar com todos e para todos, que é o lema da nossa lista. Não faz sentido estarmos a dividir a associação, essa é a nossa posição, e espero que, do lado das pessoas que estiveram na outra lista, o sentimento seja igual. Não é para dividir que cá estou.

Está na direcção dos bombeiros há já bastante tempo e conhece bem os cantos à casa. Que radiografia se pode fazer do momento actual da associação?
Há dez anos que faço parte da direcção daquela casa e conheço bem a sua realidade. A nível financeiro, por exemplo, o que posso dizer é que deve ser das melhores do país, e ao contrário do que andaram por aí a dizer, não tem dívidas nenhumas, tem o equipamento todo pago, os bombeiros estão, genericamente, bem equipados, embora ainda haja algumas lacunas a colmatar. De resto, o que faz falta é maior união entre as pessoas, menos conversas de corredor e maior abertura à população. Bombeiros, comando, pessoal da limpeza, secretaria, associados, todos são importantes e devem estar unidos.

Ao nível do pessoal e das viaturas, a situação é a ideal ou está muito longe disso?
Há a necessidade de adquirir uma viatura de transporte de doentes, apenas temos uma e, caso ela se avarie, não há forma de a substituir. Essa vai ser uma das nossas grandes prioridades, e esperamos conseguir concretizá-la ao longo do mandato. Relativamente ao equipamento, o comando considera que tem o suficiente para o bom funcionamento da corporação.

E no que diz respeito ao pessoal?
O nosso pessoal tem formação e é muito competente. O que vai ser preciso é fazer alguns ajustes, por causa dos serviços que temos de assegurar. Para não perder serviços de saúde, se calhar temos de melhorar a vertente dos transportes para Lisboa – fazemos poucos. Para isso, deverá ser necessário reformular algumas equipas, ou seja, pôr mais pessoal a fazer estes serviços dentro do horário de trabalho.

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Eleição dos bombeiros com casa cheia


Posted March 12th, 2010 by jorge Comments Off


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A lista B, encabeçada por Álvaro Bila, venceu as eleições para os órgãos sociais da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Portimão, realizadas no passado dia 27 de Fevereiro. O aparecimento de duas listas levou muita gente ao pavilhão da colectividade, tendo a contagem final revelado que a lista B obteve a confiança de 139 contra 85 da lista A, que tinha Vidal da Luz como candidato à presidência da Direcção.
A reunião teve, essencialmente, dois momentos “quentes”. Um deles deu-se quando o associado Fernando Gião sugeriu que, antes do acto eleitoral, fosse atribuído algum tempo a cada um dos candidatos a presidente da Direcção para exporem as suas ideias para o futuro da instituição. A proposta motivou uma acesa troca de argumentos entre quem entendia que ela tinha todo o cabimento e os que eram da opinião que não fazia sentido os candidatos irem fazer campanha eleitoral em plena assembleia.
O assunto acabou por ficar esvaziado, ainda antes de votado, pelo facto de os dois candidatos terem anunciado não pretenderem fazer uso dessa possibilidade.
O outro momento de maior controvérsia teve a ver com a possibilidade dos sócios votarem por procuração. Alegando determinações legais, o presidente da Assembleia, Américo Furtado Mateus, decidiu não aceitar tal possibilidade por entender que o voto é um acto pessoal, “não é transmissível” e que, por isso, não é passível de ser delegado. Essa decisão motivou uma troca de argumentos jurídicos com elementos da lista de Vidal da Luz, que tinham opinião oposta, acabando um dos associados por acusar o presidente da Mesa de estar a ser “prepotente”. Américo Furtado Mateus não cedeu, respondeu que não aceitaria procurações e que quem não concordasse com tal decisão tinha “a possibilidade legal de impugná-la” e que até desafiava o seu interlocutor a fazê-lo.
Antes desta fase, foi apresentado e votado o relatório da direcção. O saldo do exercício foi de quase 27 mil euros negativos, o que foi justificado pelo presidente cessante, Tony Melo, como consequência da crise económica que atravessamos à qual nem os bombeiros escapam.
Referiu ainda que parte desse prejuízo teve a ver com a quebra das receitas decorrentes do protocolo que a instituição tem com o INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica), que “colocou uma ambulância própria no Hospital do Barlavento”, a qual acaba por fazer muitos serviços que anteriormente eram assegurados pelos bombeiros.
Apesar do saldo negativo, considerou que “a saúde financeira da associação está controlada e não caminha para becos sem saída e para cenários catastrofistas”.
O até agora homem-forte dos bombeiros, referiu que nos últimos três anos foram investidos “cerca de 1,3 milhões de euros em equipamento para o Corpo de Bombeiros, viaturas e equipamento para a associação”, uma despesa que “está integralmente paga”.
Ao nível do equipamento, diz ter dado prioridade aos fatos e acessórios de protecção individual. Graças a esse esforço, actualmente, “quase todos os elementos têm fatos nomex completos, capacetes e botas adequadas à sua missão”. Segundo Tony Melo, “apenas falta equipar os elementos da escola de recrutas, recentemente acabada”, num total de 24 jovens.

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Eleições nos Bombeiros


Posted February 27th, 2010 by jorge Comments Off


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Realizam-se hoje as eleições para os órgãos sociais da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Portimão. Ao acto concorrem duas listas, uma delas encabeçada por Vidal Rosário e a outra por Álvaro Bila. Qualquer que seja o resultado, estas eleições vão ditar o arranque de uma nova fase na vida dos ’soldados da paz’, uma vez que o homem que há cerca de 12 anos se encontra à frente da Direcção, Tony Melo, não se recandidata e vai, portanto, ser substituído.

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Mudanças nos Bombeiros


Posted February 13th, 2010 by jorge Comments Off


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Tony Melo vai deixar a presidência da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Portimão. O homem que esteve à frente do principal órgão de decisão dos ‘soldados da paz’ portimonenses durante 12 anos não se recandidata ao cargo, nas eleições que vão ter lugar já no próximo dia 27. No entanto, não se trata de uma completa retirada, uma vez que concorre como nº1 à Assembleia Geral.
Tony Melo, que no total, já leva 16 anos de ligação aos bombeiros (antes de ser presidente, fez parte, durante quatro anos, da direcção, embora noutro cargo), diz que “já tinha ponderado não concorrer a um novo mandato, até porque, nesta fase, tenho que dar maior atenção à minha vida profissional”. Olhando para trás, faz um balanço positivo do trabalho realizado, pois “foi possível, ao longo deste período, dinamizar a associação e torná-la numa das melhores do país”. Ao nível das viaturas, lembra que, quando entrou, “tínhamos carros todos velhos, muitos deles vindos da Alemanha, em segunda-mão”, enquanto que agora deixa “uma corporação devidamente equipada, com viaturas novas e adquiridas em Portugal”. Também se orgulha do facto da associação portimonense ter sido “a primeira do país a criar uma carreira laboral para os seus funcionários, acabando-se assim com situações degradantes e passando as pessoas a ser remuneradas de acordo com a sua categoria profissional”.
Uma das razões que o leva a não se recandidatar ao cargo que ocupa é o facto de Álvaro Bila, “uma pessoa que tem estado comigo nos últimos dez anos, e em quem reconheço grandes qualidades de trabalho, ter-se disponibilizado para avançar como presidente da Direcção”.
Álvaro Bila, por seu lado, diz ter decidido avançar por sentir-se na “obrigação” de agarrar na associação numa época de crise económica, e num mandato durante o qual prevê que os bombeiros vão deparara-se com “algumas dificuldades”. Para lhes fazer face, defende que a associação “deve abrir-se mais à sociedade”. Para além disso, entende que são necessárias algumas mudanças, a nível interno, quer na organização do trabalho, quer ao nível da gestão. A sua lista vai contar com Emídio Vidigal como candidato à presidência do Conselho Fiscal e, conforme já referimos, Tony Melo à liderança da Assembleia Geral. A acompanhá-lo na Direcção deverão aparecer nomes como os de Fernando Castelo, Mário de Freitas, Jaime Dias e João Nuno Mergulhão.
No entanto, este grupo não tem a eleição assegurada, uma vez que é dado como certo o aparecimento de uma outra lista, liderada por Vidal Rosário.

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