Episódios da campanha


Posted October 9th, 2009 by jorge No Comments »


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Como qualquer campanha que se preze, esta também teve as suas polémicas. Uma delas surgiu devido à ausência de Manuel da Luz de um debate na Rádio Alvor, por as suas condições não terem sido aceites. Essa decisão motivou críticas, em directo, dos candidatos dos outros partidos que o acusaram de arrogância e de falta de sentido democrático. Na segunda-feira, o Bloco de Esquerda insistiu nas acusações e, em comunicado, veio dizer que “o candidato do PS revela tiques anti-democráticos de arrogância e prepotência”. No mesmo documento, os bloquistas acusam os socialistas de andarem “desorientados e de cabeça perdida” por sentirem que o Bloco irá retirar-lhe a maioria absoluta. Daí que tenham vindo a desenvolver “medidas populistas de última hora”, bem como a oferecer, gratuitamente, “banquetes, festas e jantares” por todo o concelho. Acções que o Bloco considera estarem destinadas ao fracasso, pois “os Portimonenses são inteligentes e não vão deixar comprar o seu voto por um simples jantar grátis”.
A acusação não ficou sem resposta, tendo o PS vindo, de imediato, garantir que “essas declarações do Bloco de Esquerda são ridículas e falsas”, pois “a candidatura do PS de Portimão não oferece jantares”. E em jeito de contra-ataque, os socialistas acrescentam que “não deixa de ser irónico que o partido político que tanto proclama a lisura do debate político, a transparência e a verdade, seja esse mesmo partido que promova a mentira”. Para além disso, “estranhamos o alinhar de posições do Bloco de Esquerda com outros partidos da oposição, nomeadamente os de direita, com o objectivo deliberado de não se debater as ideias, as propostas e o programa de governo autárquico para Portimão”.
Outro dos casos da campanha opôs o PS ao PSD e começou com um comunicado dos social-democratas, através do qual informava que “o Município de Portimão, presidido pelo Dr. Manuel da Luz, foi condenado em 06 de Setembro último, no âmbito do processo n.º 814/08.3 BELLE, pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Loulé, a disponibilizar toda a documentação requerida pelo PSD de Portimão e seus autarcas e ocultada, ilegalmente, pelo executivo presidido pelo Dr. Manuel da Luz”.
Uma situação que, segundo o PSD, revela “a lamentável falta de sentido democrático e respeito pela legalidade levada a cabo pelo executivo presidido pelo Dr. Manuel da Luz”.
A resposta veio em forma de um comunicado da Câmara, onde se afirma que “mais uma vez, a Comissão Política do PSD mente”. Isto porque “omite deliberadamente um facto – todas as informações solicitadas já foram prestadas, havendo inclusive recibo da entrega das respostas, as quais, aliás, foram dadas antes de intentada a acção”. Em face disso, “esta Câmara Municipal irá interpor recurso da sentença, uma vez que estes factos foram ocultados ao Tribunal pelo autor da acção”, o que revela que “o PSD/Portimão só prosseguiu com a mesma por motivos meramente de chicana política, indiciadores de má-fé”.

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Louçã optimista em Portimão


Posted October 9th, 2009 by jorge No Comments »


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Francisco Louçã diz não ter dúvidas. Os 17.5% que o Bloco obteve nas eleições legislativas no concelho são indicador mais do que seguro que, no domingo, “é mesmo para eleger a nossa primeira representação na vereação” portimonense, bem como para aumentar o número de eleitos nos restantes órgãos autárquicos. Um cenário que está convencido irá estender-se a outros concelhos algarvios e fazer com que a região fique bem representada na rede autárquica que o seu partido quer criar a partir destas eleições, em todo o país.
Discursando ontem à noite, no decorrer de um jantar organizado pelo Bloco de Esquerda de Portimão, o líder bloquista mostrou-se muito satisfeito pelos resultados obtidos nas últimas eleições e, sobretudo, pela eleição de uma deputada do Bloco de Esquerda pelo Algarve. Recordou que, durante muitos anos, apenas o PS e o PSD conseguiam ter representantes eleitos pela região para concluir que “provámos que o impossível não existe”.

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As propostas do Bloco de Esquerda


Posted October 8th, 2009 by jorge No Comments »


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O Bloco de Esquerda defende o reforço das políticas sociais no concelho. Segundo o seu candidato à presidência da Câmara, João Vasconcelos, isso deverá passar pelo alargamento dos apoios previstos no Plano Anti-Crise, “tendo em conta as pessoas com dificuldades, as micro e pequenas empresas e os empresários em nome individual”. É necessário canalizar para apoios para estas empresas e empresários, de forma a que possam atenuar e resolver os seus problemas financeiros e com isso evitar o agravamento dos problemas sociais que existem. Propõe também a criação de uma rede social gratuita com programas sociais destinadas a famílias com menores recursos e a jovens casais, que incluirá centros de dia, posto de enfermagem e apoio domiciliário. A implementação de mais habitação social de qualidade e com rendas baixas é outro dos aspectos que contam dos compromissos sociais dos bloquistas, assim como o reforço da rede de creches, jardins-de-infância e ATL’s com horário de funcionamento alargado.
Este partido considera que é necessário avançar com um autêntico Programa Polis para a requalificação e reabilitação social dos bairros das áreas suburbanas (Coca Maravilhas, Cardosas, Cruz da Parteira e Bairro Pontal), que contemple infra-estruturas e apoios sociais adequados, que permitam combater com êxito a exclusão social e a formação de guetos.
No domínio da Educação, o Bloco quer atribuir manuais escolares gratuitos aos alunos do ensino básico, promovendo o sistema da reutilização, e alargar as bolsas de estudo a estudantes do ensino secundário e universitário, tendo em conta as suas necessidades económicas.
Outra das bandeiras da equipa liderada por João Vasconcelos é a “defesa da sustentabilidade ambiental” e, nesta vertente, destaca-se a preservação da Ria de Alvor, através da sua classificação de Área de Paisagem Protegida, que impeça a instalação de qualquer empreendimento turístico junto a ela.
O Bloco de Esquerda é contra a alienação do património municipal e pretende proceder à reestruturação do sector empresarial público, o que terá como consequência a extinção de algumas empresas municipais.
Na vertente comercial, opõe-se, frontalmente, à instalação de mais grandes superfícies no concelho, em particular, no perímetro da cidade, pois isso apenas conduziria “à destruição do que resta do comércio tradicional”, o qual deve ser alvo de um urgente programa de apoio.
O Bloco de Esquerda também pretende alterações à política seguida no domínio do desporto e que promessas feitas pela maioria socialista “há mais de 30 anos”, como a construção de uma gare rodoviária, sejam cumpridas.

TEXTOS RELACIONADOS:
As propostas do PS
As propostas do PSD
As propostas da CDU
As propostas do CDS

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Bloco insiste nos mesmos candidatos


Posted June 26th, 2009 by jorge No Comments »


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Com o aproximar das eleições autárquicas, os diversos partidos políticos preparam as listas que irão apresentar ao eleitorado. Em Portimão, já eram conhecidos os principais rostos que protagonizarão o combate eleitoral pelo PS (Manuel da Luz), PSD (José Dias), CDS (João Caetano) e CDU (Rui Sacramento). Na terça-feira, foi a vez do Bloco de Esquerda também apresentar os cabeças-de-lista aos principais órgãos autárquicos. E pode dizer-se que o partido não arriscou nada, voltando a apostar nos mesmos candidatos de há quatro anos: João Vasconcelos (Câmara), Luísa Penisga (Assembleia Municipal) e Simeão Quedas (Junta de Portimão).
A apresentação contou com a presença do líder do partido, Francisco Louçã, que se mostrou muito satisfeito pelos resultados do Bloco nas europeias, quer no país, quer no Algarve e, sobretudo, em Portimão, “onde tivemos um pouco mais de 17%”. Louçã está confiante em que os bons resultados voltem a repetir-se nas legislativas e autárquicas.
Um sentimento que é partilhado por João Vasconcelos, que põe como objectivo eleitoral “a eleição de um vereador e o aumento do número de representantes, tanto na Assembleia Municipal como nas três assembleias de freguesia do concelho”. Caso isso aconteça, o candidato bloquista está seguro que derrotará ou, “pelo menos”, tirará a “maioria absoluta ao Partido Socialista”.
O Bloco de Esquerda de Portimão vai continuar, no próximo mandato, a ter como uma das suas grandes bandeiras o combate pela preservação da Ria de Alvor e a oposição a qualquer projecto imobiliário que se pretenda construir na Quinta da Rocha e garante ir prosseguir a investigação de todo o processo.
Uma tarefa para a qual conta com o apoio de Francisco Louçã que assumiu não ir o Bloco largar “este caso escandaloso de especulação imobiliária, mesmo que o Governo queira tapá-lo com o manto do projecto de interesse nacional”.
A nível social e económico, a grande prioridade do Bloco de Esquerda é a luta contra o desemprego que considera fundamental para se ultrapassar a crise económica em que estamos mergulhados. O combate às off-shores que, na sua opinião de Louçã, só servem para esconder dinheiro criminoso ou para fugir ao pagamento de impostos vai ser outro dos temas de campanha.

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Louçã na apresentação dos candidatos bloquistas


Posted June 23rd, 2009 by jorge No Comments »


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Francisco Louçã passou, esta noite, por Portimão, onde participou na sessão de apresentação dos cabeças-de-lista bloquistas aos principais órgãos autárquicos. João Vasconcelos volta a ser o candidato à presidência da Câmara, Luísa Penisga avança para a Assembleia Municipal e Simeão Quedas para a Junta de Freguesia de Portimão. Daqui a pouco deixamos-lhe aqui uma reportagem mais alargada.

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“Queremos contribuir para a derrota do PS”


Posted June 9th, 2009 by jorge No Comments »


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Entrevista a João Vasconcelos, do Bloco de Esquerda, que em Portimão se assumiu como terceira força política, tendo conseguido 17,09% dos votos nas Europeias.

Os resultados obtidos pelo Bloco de Esquerda, sobretudo no Algarve e em Portimão, estão acima das vossas expectativas?
Estavam dentro das expectativas, os que obtivemos a nível nacional, e foram uma grande vitória os que conseguimos a nível regional e local.

Considera que os resultados consubstanciam um cartão amarelo ao Governo?
Com certeza, pois o PS, através do Governo Sócrates, tem feito uma política desgraçada que tem afectado as classes trabalhadoras, basta ver os dados do desemprego, há mais de 600 mil desempregados actualmente. As classes trabalhadoras, o povo, os professores, os funcionários públicos têm sofrido um dos maiores ataques desde o 25 de Abril e logicamente este foi um cartão bem amarelo ao Governo.

Em Portimão, o Bloco chegou aos 17%. Se se tratasse de eleições autárquicas elegeria um vereador e, provavelmente, tiraria a maioria absoluta ao PS. Vai ser esse o vosso objectivo nas próximas eleições locais?
De facto, foi uma grande vitória, tratou-se do melhor resultado do Bloco a nível do Algarve e o terceiro, a nível nacional. É o resultado da estratégia que temos desenvolvido em Portimão e, brevemente, iremos apresentar os nossos candidatos principais à Câmara e à Assembleia Municipal. Nós temos uma ditadura do Partido Socialista em Portimão, há mais de 30 anos que governa o concelho, é um sufoco, as pessoas já não aguentam e o nosso objectivo vai ser contribuir para a derrota do PS em Portimão ou, pelo menos, tirar-lhe a maioria absoluta.

A nível regional, com estes resultados, é possível pensar em eleger um deputado, nas legislativas?
Desde o ano passado, quando entrou em funcionamento a actual Comissão Coordenadora Distrital, de que faço parte, que foi fixado esse como um dos nossos objectivos e, agora mais do que nunca, ele continua válido.

Artigos relacionados:
Nunca baixamos os braços
Maioria absoluta em causa
Resultados das Europeias em Portimão

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25 de Abril - João Vasconcelos (Bloco)


Posted April 26th, 2009 by jorge No Comments »


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“Subsidiar e patrocinar os grandes grupos económicos privados, com dezenas de milhões de euros e, dizer que não há uns trocos para pagar um simples funcionário para fazer vigilância nas escolas com essa necessidade, torna-se inaceitável e é o contrário de desenvolvimento”.

“Se há tantos milhões para os patrocínios, para os grandes espectáculos e festas faustosas, porque não atacar e erradicar de vez a fome que grassa no nosso concelho, porque não se aplica algum desse dinheiro para eliminar a pobreza e a exclusão que, curiosamente, não pára de crescer? Apesar de tanto investimento, de tantos eventos e tantas festas, Portimão afirma-se neste momento como o concelho onde há o maior número de desempregados no Algarve, mais de 5 mil – uma autêntica tragédia”.

“Este município também permite e autoriza a instalação de grandes superfícies comerciais que vão polvilhando a nossa cidade como cogumelos. Depois de tudo construído Portimão será digno de figurar no Guiness Book, pois terá a maior área coberta, do mundo, a nível de grandes superfícies comerciais. Consequências – uma calamidade: a cidade ficará ainda mais bloqueada e desertificada, o pequeno comércio tradicional levará o golpe final e muitas mais pessoas e famílias serão atiradas para a miséria”.

“Por este andar teremos os futuros Gatil e Canil, a Quinta Pedagógica, o viveiro municipal, ou a secção de rega e jardinagem, transformados em novas Empresas Municipais e S. A.’s. Que restará para a Câmara Municipal e o seu Presidente? Isto faz-nos lembrar a derrocada e desaparecimento da antiga União Soviética, em que cada República foi declarando a sua independência, restando apenas o Presidente, Gorbatchov, que ficou sem país para governar”.
Saiba tudo o que se passa no Algarve em:
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Bloco em campanha pelo fim das off-shores


Posted April 22nd, 2009 by jorge No Comments »


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A campanha europeia do Bloco de Esquerda vai ser recheada de críticas ao actual Governo português e aos anteriores de que fizeram parte PSD e CDS.
De passagem por Portimão na passada semana, o cabeça-de-lista daquele partido, Miguel Portas, defendeu que não faz sentido separar as questões nacionais das europeias. É que a política que se segue em Portugal é, em boa medida, definida pelos órgãos comunitários, pelo que “isto está tudo ligado”. Miguel Portas criticou a política que promoveu o enriquecimento dos detentores do capital em detrimento dos trabalhadores que, ano após ano, têm vindo a perder poder de compra e a ficar mais endividados. Mas se, a nível europeu e até mundial, esta situação se verificou, em Portugal ainda se foi mais longe, o que teve como consequência que este seja um dos países em que o fosso entre ricos e pobres é mais acentuado.
O candidato bloquista também não vê que seja com as medidas que foram tomadas até agora que se consiga dar a volta à crise. Na sua opinião, os governos europeus têm injectado pouco dinheiro na economia, que, ainda por cima, vai quase todo para o sector financeiro, que mais parece “um saco sem fundo”. Para tomar as medidas que se impõem é preciso muito mais dinheiro e que ele seja melhor aplicado, defendeu Miguel Portas. E para que os governos consigam mais dinheiro, a solução passa pelo fim dos paraísos fiscais, acrescentou.
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