
Entrevista a Paulo Pinheiro, do Autódromo Internacional do Algarve, que vai receber os 1000 Kms do Algarve, prova integrada no campeonato Le Mans Series.
Foi difícil trazer esta prova para Portimão?
Foi porque estávamos a competir com circuitos que têm mais de 50 anos de história, o nosso é o único que não tem história neste campeonato. Foi difícil, é a primeira vez que eles vêm cá, é a primeira vez que fazemos uma corrida nocturna. Estamos a falar de 240 pilotos, são muitas classes, termos conseguido a prova foi óptimo para nós, para a região e para o país e acho que vai ser uma prova espectacular.
Para além de Pedro Lamy e Tiago Monteiro, que outros pilotos conhecidos vão participar?
Bruno Sena (sobrinho do Ayrton Sena), Nicolas Prost (filho de Alain Prost), o filho de Nigel Mansel, Oliver Panis, temos oito pilotos que já correram na Fórmula 1, é um leque de pilotos muito alargado e de altíssimo nível.
Qual é o investimento necessário para esta prova?
O investimento global que nós estimamos neste momento, incluindo campanhas publicitárias, organização da corrida e tudo o mais é entre 2,2 e 2,5 milhões de euros.
Que balanço se pode fazer dos primeiros meses de vida do autódromo?
Embora tenhamos inaugurado o circuito exactamente no pico da crise mundial, as coisas têm estado a correr muito bem. Obviamente que não é fácil, a concorrência é grande, toda a gente está com dificuldades, temos que trabalhar mais para conseguir os mesmos resultados, mas até agora está a correr muito, muito bem.
Como está a desenvolver-se a parte imobiliária?
Estamos adiantados em relação a todo o plano de trabalhos inicial. Era suposto acabar o circuito em Março deste ano, acabámos em Novembro; era suposto acabar o kartódomo em Janeiro de 2010 e fica concluído este Verão; o hotel e os apartamentos estava previsto serem acabado no Verão de 2010 e, em princípio, ficam prontos em Março de 2010. Está tudo a correr bem, por enquanto.
Em que fase está o processo de instalação da fábrica de carros?
Nós temos estado concentrados na nossa parte, em colocar as corridas de pé, em fazer que tudo o resto ande de acordo com o ritmo que tínhamos programado. Quanto à fábrica, a bola está do lado da A1GP, nós trocámos os contratos, temos uma série de pormenores que precisam de ser afinados, mas as coisas, neste momento, estão claramente do lado deles.
A seguir:
Entrevista a Tiago Monteiro
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