Novo ciclo autárquico começa na 2ª feira


Posted October 16th, 2009 by jorge No Comments »


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Os autarcas eleitos nas eleições locais de domingo vão tomar posse na próxima segunda-feira, em cerimónia que terá lugar no salão nobre da Câmara pelas 12 horas. Os sete elementos que vão gerir os destinos da Câmara nos próximos quatro ano são: Manuel da Luz, Luís Carito, Isabel Guerreiro, José Sobral e Jorge Campos, eleitos pelo Partido Socialista, e ainda José Dias e Olga Brito, em representação do Partido Social Democrata.
Na mesma ocasião serão também empossados os membros da Assembleia Municipal.

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Os políticos que os portimonenses elegeram


Posted October 13th, 2009 by jorge 1 Comment »


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Jorge Campos é a cara nova na vereação socialista, uma vez que todos os outros elementos eleitos pelo PS já exerciam o cargo: Manuel da Luz (presidente), Luís Carito, Isabel Guerreiro e José Francisco Sobral. Caso Jorge Campos assuma o cargo, Manuel da Luz vai ter que encontrar um novo chefe de gabinete, função até agora desempenhada pelo homem que, colocado em quinto lugar na lista socialista, acabou por ser eleito.
Na nova legislatura, os representantes do PSD na autarquia passam a ser José Dias (caso assuma o lugar) e Olga Brito.
Tal como a Câmara, também a Assembleia Municipal fica ainda mais dominada pela cor rosa do que já estava. Da parte do PS foram os seguintes os eleitos: Francisco Florêncio (que continuará a ocupar o lugar de presidente), João Vieira, Gisela Lima, Ferdinando Gouveia, Jorge Castelão, Maria da Luz Nunes, Figueiredo Santos, Luís Dantas, Vanessa Lopes, Jorge Brito Santos, Carlos Café e Sheila Tomé. A estes juntam-se ainda os três presidentes de Junta, todos socialistas.
O PSD conta com apenas cinco elementos: José Casimiro, Ivo Campos, Maria Isabel Aleixo, Carlos Bicheiro e Luís Martins. O Bloco de Esquerda mantém dois representantes, que passam a ser Luísa Penisga e Fernando Gregório; a CDU perde um elemento e apenas fica a contar com Celso Silva, o mesmo acontecendo com o CDS, que elegeu o seu presidente de concelhia, José Pedro Caçorino.
Quanto às juntas de freguesia, os presidentes continuam a ser os mesmos: Ana Figueiredo (Portimão), Artur Santana (Alvor) e Ventura Martins (Mexilhoeira Grande). Na assembleia de freguesia de Portimão, o PS fica com 11 eleitos, o PSD com 5, o Bloco, a CDU e o CDS com um, cada. Em Alvor, a relação de forças é de 7 para o PS e 2 para o PSD e, na Mexilhoeira Grande, de 6 para o PS, 2 para o PSD e 1 para o Bloco.
Contas bem feitas, no total dos órgãos autárquicos do concelho, o PS conquistou um total de 41 mandatos (5 na Câmara, 12 na Assembleia e 24 nas freguesias); o PSD 16 (2 na Câmara, 5 na Assembleia Municipal e 9 nas Assembleias de Freguesia); o Bloco com 4 (2 na Assembleia Municipal e outros tantos nas de freguesia) e CDU e CDS contam com dois elementos, cada.

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As maiores goleadas


Posted October 13th, 2009 by jorge No Comments »


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O resultado das autárquicas foi bastante desnivelado em Portimão, mas houve outros concelhos em que a ‘goleada’ foi ainda maior. A começar pelo concelho vizinho de Lagos, em que o partido do poder, o PS, chegou quase aos 61%, enquanto que o PSD nem atingiu 25%. Em Aljezur, apesar do dinossauro Manuel Marreiros não se ter recandidatado, os socialistas atingiram 66%, tendo a candidatura social-democrata ficado por uns míseros 16,3%
Albufeira foi outro dos concelhos em que as eleições correram de forma fantástica a quem já estava no poder, no caso, Desidério Silva (PSD), que arrecadou 67% dos votos contra apenas 21,2% do seu concorrente, o socialista David Martins. No segundo lugar do top das maiores goleadas ficou Luís Gomes (PSD de Vila Real de Sto. António), que chegou aos 71,1% e 6 mandatos contra 16,8% e 1 mandato de Jovita Ladeira (PS). Mas ainda melhor conseguiu António Eusébio, que em S.Brás e pelo PS, esmagou João Moura (PSD) por 73% contra 15,4%.

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Resultados das Autárquicas 2009


Posted October 11th, 2009 by jorge 1 Comment »


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Foram os seguintes os resultados em Portimão:
PS - 12.849 (55.5% - 5 mandatos)
PSD - 5.818 (25.1% - 2)
B.E. - 1.460 (6.3%)
CDU - 1.372 (5.9%)
CDS - 999 (4.3%)

Inscritos - 42.751
Votantes - 23.155 (54.2%)

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PS e PSD entregaram isto aos grandes grupos


Posted June 28th, 2009 by jorge No Comments »


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Continuação da entrevista a Rui Sacramento

A CDU tem, nesta altura, um vereador eleito. Qual é o objectivo para as próximas autárquicas?
O objectivo é aumentar o número de votos e de eleitos. Até que nível isso vai ser possível só os eleitores de Portimão podem decidir
Tendo em conta os resultados das Europeias, não receia que a CDU possa perder o seu vereador para o Bloco de Esquerda?
Não, nós não encaramos as eleições como uma prova desportiva de competição. Vamos às eleições para defender o programa da CDU, eleger o maior número possível de eleitos e chegarmos onde for possível chegar. E a população de Portimão tem de começar a constatar que os nossos eleitos tinham razão nos alertas que fizeram ao longo dos últimos 15 ou 20 anos. Quem é que entregou isto tudo aos grandes grupos económicos e financeiros? Foram os governos do PS e do PSD. É tempo das pessoas se libertarem de concepções anti-comunistas e começarem a ver os comunistas como os que defendem não só os trabalhadores, como os micro, pequenos e médios empresários.
Se não houver maioria absoluta, admite um entendimento com o PS?
Para já, vamos defender a nossa política e o nosso programa. Depois das eleições, logo veremos o que acontece. Há câmaras em que não há maioria e em que os nossos eleitos colaboram no sentido de defender e servir as populações.

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Qual é a mais-valia do Sasha?


Posted June 27th, 2009 by jorge No Comments »


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Excerto da entrevista ao candidato da CDU à presidência da Câmara de Portimão, Rui Sacramento, que pode ser lida, na íntegra, na edição impressa do Jornal de Portimão

Porque está contra a alienação do património imobiliário da Câmara a uma empresa municipal?
Estamos contra porque isso vem retirar ao município competências e património. Nunca, em tempo algum, a Câmara de Portimão vendeu património. Além disso, parece-nos mal que um bem público possa passar, um dia, para sectores privados. Embora a empresa em causa seja municipal, rege-se pelo direito comercial. Hoje, adquire propriedade, mas, mais tarde, com uma outra administração na câmara e uma outra gestão na empresa, pode vender-se ao sector privado aquilo que é um bem camarário.
Também nos parece que é uma cosmética financeira a câmara vender os seus edifícios a uma empresa, passando ela a ser inquilina. Politicamente, isto é imoral.
Mas não acha que é positivo que muito património da Câmara que não está a ser aproveitado seja rentabilizado?
Sem dúvida, mas há outras formas de o rentabilizar e isso depende da gestão dos indivíduos que estão à frente da autarquia.
Que balanço faz deste mandato autárquico?
É um balanço negativo em relação à maioria absoluta do Partido Socialista. A gestão autárquica não devia basear-se somente nos eventos, há falta de iniciativa ao nível da criação de riqueza e de condições para combater a crise do sistema capitalista e para que as pessoas de Portimão tenham emprego.
Criticamos que, ao longo de todos estes anos, não tenha havido uma iniciativa da parte da maioria PS de criar um parque empresarial para implantação de novas indústrias. Em Portimão há recursos que deviam ser explorados e não são. Estou a referir-me, por exemplo, às pescas. Chegámos a ter 50 traineiras e hoje estamos reduzidos a cinco barcos de pesca. Chegámos a ter aqui 21 fábricas de conserva, hoje não há nenhuma. Isso era criação de riqueza, criação de postos de trabalho, alternativas ao turismo.
Mas essas são questões que têm a ver com políticas e orientações de âmbito nacional e comunitário. A câmara pode fazer alguma coisa para inverter essas políticas?
Podia manifestar-se, protestar junto do Governo no sentido de evitar que essas indústrias acabassem. Mas, ao longo dos mais de 30 anos que leva de poder autárquico, nunca vi a maioria PS manifestar qualquer ideia que contrariasse o fecho das muitas empresas conserveiras.
A maioria socialista diz que a realização de grandes eventos é um medida positiva para a economia local, pois dá projecção ao concelho e atrai investimento. Concorda com esta ideia?
Não critico todos os eventos. Há alguns que me parece serem positivos, mas há outros que não vejo que benefício trazem para a população de Portimão. Os exageros de custos que alguns investimentos tiveram não trouxeram a Portimão aquela contrapartida turística que se esperava. Por exemplo, em relação ao Sasha, o que é que traz de mais-valia a Portimão? Essa é uma das iniciativas que nunca devia ter sido financiada pela câmara.
Com que outros eventos acabaria se tivesse o poder de decidir?
Por exemplo, em relação ao financiamento de 2 milhões e tal de euros anuais ao Autódromo. A câmara já entregou ao Autódromo terrenos para a sua construção e, para além disso, beneficiou a empresa de isenção de licenças e taxas. Agora, é a empresa responsável pelo projecto que tem de tomar em mãos as iniciativas e financiamentos necessários para desenvolvê-lo.
Mas como é que se pode atrair investimento e empresas para o concelho sem dar condições e apoios para que esses investimentos tenham sucesso?
A câmara já votou benefícios, ao nível da isenção de taxas e licenças, de forma a canalizar para Portimão investimentos nacionais ou estrangeiros. Com uma condição: que o município e a população de Portimão beneficiem desses investimentos, não basta criar condições para que sejam apenas os investidores a beneficiar e a ganhar dinheiro.

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Bloco insiste nos mesmos candidatos


Posted June 26th, 2009 by jorge No Comments »


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bloco-apresentacao-candidatos-022

Com o aproximar das eleições autárquicas, os diversos partidos políticos preparam as listas que irão apresentar ao eleitorado. Em Portimão, já eram conhecidos os principais rostos que protagonizarão o combate eleitoral pelo PS (Manuel da Luz), PSD (José Dias), CDS (João Caetano) e CDU (Rui Sacramento). Na terça-feira, foi a vez do Bloco de Esquerda também apresentar os cabeças-de-lista aos principais órgãos autárquicos. E pode dizer-se que o partido não arriscou nada, voltando a apostar nos mesmos candidatos de há quatro anos: João Vasconcelos (Câmara), Luísa Penisga (Assembleia Municipal) e Simeão Quedas (Junta de Portimão).
A apresentação contou com a presença do líder do partido, Francisco Louçã, que se mostrou muito satisfeito pelos resultados do Bloco nas europeias, quer no país, quer no Algarve e, sobretudo, em Portimão, “onde tivemos um pouco mais de 17%”. Louçã está confiante em que os bons resultados voltem a repetir-se nas legislativas e autárquicas.
Um sentimento que é partilhado por João Vasconcelos, que põe como objectivo eleitoral “a eleição de um vereador e o aumento do número de representantes, tanto na Assembleia Municipal como nas três assembleias de freguesia do concelho”. Caso isso aconteça, o candidato bloquista está seguro que derrotará ou, “pelo menos”, tirará a “maioria absoluta ao Partido Socialista”.
O Bloco de Esquerda de Portimão vai continuar, no próximo mandato, a ter como uma das suas grandes bandeiras o combate pela preservação da Ria de Alvor e a oposição a qualquer projecto imobiliário que se pretenda construir na Quinta da Rocha e garante ir prosseguir a investigação de todo o processo.
Uma tarefa para a qual conta com o apoio de Francisco Louçã que assumiu não ir o Bloco largar “este caso escandaloso de especulação imobiliária, mesmo que o Governo queira tapá-lo com o manto do projecto de interesse nacional”.
A nível social e económico, a grande prioridade do Bloco de Esquerda é a luta contra o desemprego que considera fundamental para se ultrapassar a crise económica em que estamos mergulhados. O combate às off-shores que, na sua opinião de Louçã, só servem para esconder dinheiro criminoso ou para fugir ao pagamento de impostos vai ser outro dos temas de campanha.

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