Escultura de homenagem a Teixeira Gomes
No próximo dia 27, vai ser inaugurada uma curiosa escultura alusiva à genealogia de Manuel Teixeira Gomes. Segundo apurámos, o monumento terá a estrutura de uma árvore, nela sendo colocados os ascendentes e descendentes do mais famoso portimonense de todos os tempos.
A cerimónia decorrerá na Casa Manuel Teixeira Gomes e é mais uma iniciativa integrada no programa comemorativo do 150º aniversário do escritor e político que chegou a presidente da República.
A árvore tem como base uma parte do extenso trabalho de pesquisa genealógica que o portimonense Nuno Inácio está a desenvolver. A inauguração da exposição será complementada por uma mini-conferência sobre a genealogia de Teixeira Gomes. O assunto voltará a ser exposto, mas de uma forma mais elaborada dois dias mais tarde, no mesmo espaço.
O trabalho de Nuno Inácio tem como base os registos de nascimento, casamento, baptismo e óbito. Munido desses documentos, vai construindo uma árvore de parentescos que, nesta altura, “já conta com cerca de 125 nomes” e envolve as freguesias de Portimão, Porches, Alferce, Monchique, S.Marcos da Serra e Albufeira. Tudo começou a partir do momento em que decidiu conhecer melhor a história da sua família e começou a recolher os elementos que o levaram a elaborar a sua própria árvore genealógica. Ganhou gosto à tarefa e foi por aí fora, levantando os registos de algumas das freguesias onde os seus antepassados tinham vivido. Às tantas, o projecto já tinha uma dimensão demasiado grande para ficar apenas no seu computador e resolveu solicitar apoio a algumas câmaras municipais do Algarve, no sentido de fazer o levantamento de cada um dos concelhos. Na generalidade, a receptividade tem sido “muito positiva”. Portimão foi das primeiras autarquias a chegar-se à frente, daí que nesta altura já esteja disponível, on-line, a árvore genealógica aos naturais da freguesia de Portimão. O resultado da pesquisa pode ser consultado na internet, no site: www.genealogiadoalgarve.com.
Neste momento, está a trabalhar na de Alvor, mas entretanto teve que se desdobrar com os dados relativos a Albufeira, que serão apresentados no próximo dia 9 de Junho. Deverão seguir-se as freguesias de Monchique e Lagoa.
Para além da curiosidade pessoal de se ficar a saber quem foram os ascendentes e descendentes de cada pessoa, o trabalho tem muitas outras potenciais utilizações. Os dados nele apresentados podem levar a desenvolver “estudos sobre demografia, migrações, evolução da esperança média de vida e mesmo sobre relações sociais e de classes”. Pode também servir para questões mais práticas como para proceder à habilitação de herdeiros ou permitir a legalização de estrangeiros descendentes de algarvios.
Um dos aspectos curiosos com que se deparou é que há muitos portimonenses descendentes de pessoas de Tânger. Também constatou existir um elevado número de casamentos de homens do Norte do país com mulheres de Monchique.
Um dos constrangimentos deste trabalho é o facto da legislação existente não permitir a consulta de dados pessoais nos últimos cem ano, o que significa que apenas pode tratar dos que se reportam até 1910. Um constrangimento que pode ser ultrapassado se os interessados lhe concederem autorização para utilizar os seus dados.
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