Preparados para salvar


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O Grupo de Salvamento em Grande Ângulo dos Bombeiros está sempre preparado para prestar socorro a quem cai numa zona de difícil acesso. O caso mais complicado que encontrou foi o de uma vaca que caiu numa nora.
Imagine que cai numa falésia, num poço ou num local de difícil acesso. Depois de dado o alerta, se a situação ocorrer na zona de Portimão, o mais provável é que seja socorrido pelo Grupo de Salvamento em Grande Ângulo dos Bombeiros Voluntários de Portimão.
Existente desde o ano 2000, conta, actualmente, com 14 elementos que têm de estar sempre preparados e devidamente treinados para acorrer, a qualquer momento, a este tipo de situações.
Ao longo do ano, diz o seu responsável, o sub-chefe Luís Feliciano, de uma forma geral, não são muitas as vezes em que são chamados a prestar socorro. Mas, quando isso acontece não pode haver lugar para amadorismos, ‘invenções’ ou desenrascanços de última hora. Todos os bombeiros que fazem parte do grupo têm de saber exactamente o que fazer, com a maior rapidez e segurança possível, em qualquer tipo de caso que apareça.
E alguns deles não são nada fáceis de resolver. Luís Feliciano ainda guarda na memória a dificuldade que o grupo sentiu, “há cerca de um ano e tal ou dois, quando fomos chamados para uma missão pouco comum: salvar uma vaca que tinha caído dentro de uma nora”.
Para dar uma resposta à altura quando acontece uma situação destas ou outra menos ‘pesada’, todos têm que estar em plena forma física, serem especialistas em técnicas associadas à escalada, ao montanhismo e… não terem medo das alturas.
No passado dia 3, o Jornal de Portimão assistiu a um treino levado a cabo, junto ao quartel dos bombeiros, por cinco dos elementos do grupo. O caso simulado era idêntico a muitos que encontram quando são chamados ao terreno, numa situação real: uma pessoa havia caído numa zona baixa à qual era impossível chegar por via pedonal ou utilizando viaturas. Chamada a actuar, a primeira preocupação da equipa é com a segurança, pois não faz sentido ir tentar salvar alguém sem que esta vertente esteja devidamente acautelada. O seu principal instrumento de trabalho são as cordas, que devem estar em excelentes condições, sendo frequente serem colocadas de lado ao fim de algum tempo de utilização e substituídas por outras novas, que garantam essa tal segurança. Outro elemento importante é o arnês, um cinto de segurança no qual a corda encaixa.
Depois de tudo pronto, os bombeiros fazem uso da sua agilidade e descem o edifício, usando as cordas. Uma maca também faz a descida, nela sendo colocada e imobilizada a vítima, depois de se ter examinado o seu estado. Inicia-se, então, a parte mais complicada, a da subida de dois bombeiros e da vítima, ajudados pelos restantes elementos da equipa, que ficaram na parte de cima. Missão cumprida com sucesso, é altura de arrumar o material e descansar um pouco.
Este tipo de exercícios vai poder ser visto em vários pontos da cidade, nos próximos tempos, pois o novo presidente da associação de bombeiros, Álvaro Bila, e o director responsável por este grupo, Fernando Castelo, dizem “querer dar a conhecer à população os serviços que os bombeiros estão habilitados a prestar e esta é uma das formas mais interessantes de o fazer”.

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This entry was posted on Monday, April 19th, 2010 at 16:09 and is filed under Local. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. Responses are currently closed, but you can trackback from your own site.

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