Quase cem mil euros para bolsas de estudo


Posted March 31st, 2010 by jorge Comments Off


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A Câmara Municipal de Portimão atribuiu 65 bolsas de estudo para o ano lectivo 2009/2010, que representam uma verba global de 97.500 euros.
Trata-se, segundo refere a autarquia, em nota de imprensa, de “um significativo aumento de cerca de 30 por cento, face às 51 bolsas de estudo entregues no ano lectivo 2008/2009, o que permitirá uma maior e mais justa igualdade nas condições de acesso e de frequência no ensino superior para estudantes com poucas condições económicas”.
Dos alunos beneficiados, 49 por cento estudam na região algarvia, especialmente em Faro e Portimão, e os restantes em estabelecimentos de ensino superior do resto do país, em particular nas cidades de Lisboa e Coimbra.
As bolsas de estudo, no valor unitário de 1.500 euros, destinam-se a alunos residentes no concelho de Portimão com menores recursos económicos e bom aproveitamento escolar (média igual ou superior a 14 valores), que frequentem o Ensino Politécnico e/ou Superior.

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Associação festejou Dia do Dador


Posted March 30th, 2010 by jorge Comments Off


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A Asssociação de Dadores de Sangue do Barlavento do Algarve (ADSBA) desenvolveu, ao longo da semana passada, um conjunto de iniciativas comemorativas do Dia do Dador, que se assinalou no passado sábado.
O programa teve início com uma palestra na Escola de Hotelaria e Turismo de Portimão perante uma plateia constituída um vasto número de alunos e alguns professores daquela instituição de ensino profissional. Como não podia deixar de ser, houve também, ao longo deste período, uma colheita se sangue que envolveu, de novo, inúmeros alunos colorindo, esta iniciativa do Corpo Directivo, com fardas brancas uns, camisas vermelhas outros, fatos cinzento escuro uns tantos outros bem como o garbo da farda que os vários “chefes” fizeram desfilar.
No dia 27 – dia oficial das comemorações – a ADSBA esteve presente em Lisboa para assistir, na presença dos mais altos responsáveis que tutelam o sangue, bem como do governos representado pelo Director Geral da Saude, nas cerimónias nacionais, onde, mais uma vez, foram distinguidos dadores e dirigentes pelos seus nobre desempenho a favor da dádiva altruísta de sangue.
Entretanto e na prossecução da sua actividade a ADSBA vai celebrar o “DIA DE PÁSCOA”, no próximo domingo, com uma colheita de sangue no Hospital do Barlavento.

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Escola remodelada


Posted March 29th, 2010 by jorge Comments Off


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A Escola E.B. 2,3 Prof. José Buísel passa a dispor de um novo pavilhão com três salas de aula e um núcleo de balneários exteriores, concebido para garantir o melhor desempenho energético, num investimento de cerca de 351 mil euros a cargo da Câmara Municipal de Portimão
O novo bloco, construído em conformidade com o Regulamento das Características de Comportamento Térmico dos Edifícios, possui sistema de aquecimento/arrefecimento ambiente nas salas de aula, caixilharias de alumínio com ruptura térmica e vidro duplo, estores reguláveis em altura, cinco painéis solares, um depósito interior com 800 litros de capacidade de acumulação e equipamento de apoio energético constituído por caldeira a gás, para a produção de águas quentes sanitárias.
Esta é a primeira grande intervenção que resulta da delegação de competências, por parte do Ministério da Educação e assumida em Setembro de 2008 pela Autarquia de Portimão, relativamente à gestão do parque escolar do município.
Inaugurada em 1989, a Escola E.B. 2,3 Prof. José Buísel localiza-se na Urbanização da Raminha e tem neste ano lectivo cerca de 730 alunos, passando a dispor de 41 salas de aula, das quais dez são específicas, onde se incluem laboratórios, biblioteca, salas de educação visual e tecnológica, informática, música e unidade de ensino estruturado para a educação de alunos com perturbações de espectro do autismo, entre outras.

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Será o Bullying tão gélido como as águas do Tua?


Posted March 22nd, 2010 by jorge Comments Off


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(Opinião - Francisco Alvo)
Todos os dias somos confrontados nos mais variados canais de comunicação social com o aumento dos problemas sociais, quer eles sejam consequência de catástrofes naturais quer resultem directamente da crise económica global, no entanto, o caso do menino de 11 anos que desapareceu no rio Tua na passada semana inundou o horário nobre e deixou perplexos vários especialistas. O Presidente da Comissão Nacional de Crianças e Jovens em Risco, como exemplo, considera que tudo falhou no caso da criança que se terá lançado ao rio Tua, alegadamente vítima de Bullying.
A maioria de nós já ouviu falar em Bullying, uns de forma mais vaga outros de forma mais específica, o que é certo é que o termo parece estar na moda.
Tal como outros estrangeirismos suscita curiosidade pela sonoridade. Quem não sente o Glamour de um cocktail servido num jacuzzi de design italiano? São palavras como estas que compõem o estrangeirismo diário em Portugal. Da mesma forma, o Bullying veio para ficar, e apesar de descrever comportamentos há muito conhecidos na nossa sociedade, a sonoridade inglesa veio aparentemente actualizar o aumento do fenómeno.
Os actos de violência física e psicológica intencionais e repetidos praticados por um ou mais indivíduos, com o objectivo de intimidar ou agredir outro indivíduo incapaz de se defender, são certamente conhecidos em qualquer geração, nomeadamente em histórias de praxes colegiais de nossos avós. No entanto, coloca-se a questão da comparação da frequência e consequências dessa época com as de hoje.
Uma coisa é certa, a violência e a indisciplina nas escolas aumentou desde tempos mais antigos, e as provas amontoam-se em processos disciplinares, filmes explícitos colocados no youtube, esgotamentos nervosos, depressões de professores, etc.
A par desta marcha de violência e indisciplina escolar está o Bullying. Nunca antes no nosso país, tinham as consequências do Bullying encarnado numa aparente forma tão cruel e mediática como a imagem do menino de Mirandela que se lançou no Rio Tua.
A devastação familiar retratada nos noticiários, a impotência do concelho directivo da escola e o espanto dos professores, incitam a insólita procura de causas.
Apesar do ditado nos dizer que “a culpa não morre solteira”, sendo legitimo a qualquer autoridade perguntar se existia algo de mais gélido na vida desta criança para além do Bullying, é também tão ou mais importante questionar que águas violentas alimentam diariamente este fenómeno na nossa sociedade, e qual a melhor forma de o prevenir eficazmente.

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Três desafios para Portimão


Posted March 21st, 2010 by jorge Comments Off


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(Opinião - Jorge Eusébio)Requalificação do centro - As zonas históricas são o espelho das cidades. Normalmente, um espelho que apetece partir, por a imagem que reflecte não cumprir minimamente as expectativas. No caso específico de Portimão, temos um centro que ‘morre’ a partir das sete da tarde, e que não é grande ideia frequentar depois das lojas fecharem. Há prédios degradados, espaços cada vez mais numerosos onde, aparentemente, toxicodependência, alcoolismo e prostituição dominam. Tem cada vez menos habitantes e os que ainda lá resistem são, essencialmente, idosos que, em boa medida, se sentem reféns dentro das suas próprias casas.
Por tudo isto e muito mais, o centro de Portimão precisa de uma intervenção muito profunda. Não só ao nível da recuperação dos imóveis, como também da instalação de espaços de atracção, de criação de segurança e de incentivos para que as pessoas ali voltem a residir. Isto, sem esquecer, claro, a resolução, pelo menos, parcial, do crónico problema do estacionamento.
Sendo uma situação que não é fácil e que mexe com todos: cidadãos, comerciantes, políticos, colectividades, penso que não seria totalmente descabido desenvolver um conjunto de reuniões e fóruns, onde toda a gente pudesse dar a sua opinião e o seu contributo para tornar mais atractiva esta montra da cidade.

Aposta nos portimonenses - Nos últimos anos, em Portimão tem-se vivido muito da importação. Importação de empresários, sobretudo, ligados ao grande comércio; importação de cultura; importação de marketing e até importação de pseudo jet-set. Parece-me que se tem feito pouco para equilibrar um bocado a balança e tentar dar a conhecer, quanto mais não seja, aos que nos visitam, o que, por cá, temos de bom. Por falta de espaço, não vou aqui estender-me sobre o assunto, mas temos tradições, cultura e um passado interessantes. Temos alguns empresários de garra, temos artistas que não envergonham ninguém e temos desportistas que conseguem grandes feitos a nível nacional. É quase um crime não aproveitar estas mais-valias e continuarmos a promover-nos turisticamente apenas à base das paisagens e das condições com que a natureza fez o favor de nos favorecer e de espectáculos que compramos lá ‘fora’ a peso de ouro.

Projectos diferenciadores - Neste aspecto, têm-se dado alguns passos positivos, com a construção, por exemplo, do autódromo e, a outro nível, do museu. Sei que também estão a ser desenvolvidos planos ao nível do cinema e da dotação de equipamentos importantes para a zona ribeirinha. No entanto, ao nível empresarial, é preciso um pouco mais de imaginação. Sei que isso depende essencialmente dos privados, mas a autarquia pode dar sinais e incentivar projectos e ideias criativas e diferenciadoras. A construção desregrada de mais hotéis, apartamentos e centros comerciais não é certamente o caminho certo.

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Tentações de poder


Posted March 20th, 2010 by jorge Comments Off


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(Opinião - João Gonçalves Caetano)
Em meados do passado mês de Janeiro, consumou-se a remodelação do sector empresarial local no município de Portimão. Embora seja um tema demasiadamente técnico, importa reflectir e olhar atentamente para estas medidas, tentando perceber o que está na base e o que deseja o poder autárquico com as mesmas.
A pretexto de uma alteração legislativa que permite a diversificação do objecto social das sociedades de reabilitação urbana, o Executivo da C.M. de Portimão procedeu à fusão das empresas municipais anteriormente existentes numa empresa só, ficando excluída desta operação apenas a EMARP, E.M. À partida não existiria muito a dizer sobre a operação em causa, não fossem algumas questões de (apenas) aparente pormenor que importa reter.
Em primeiro lugar, esta reestruturação é um reconhecimento tardio, por parte do Partido Socialista e dos seus autarcas, do descalabro financeiro que reinava em algumas das empresas municipais (de uma forma especial, na Portimão Turis, E.M., a anterior Expoarade, E.M.). Apesar dos avisos de toda a oposição ao longo do anterior mandato e dos reparos deixados na última campanha eleitoral pelos candidatos de todos os partidos da oposição, Manuel da Luz sempre disse que a situação não era preocupante e que tudo estaria controlado. Pois não estava e esta medida mais não é do que um último recurso para estancar de vez a verdadeira gangrena financeira em que se transformaram algumas das empresas municipais de Portimão. Mas ela representa igualmente, por outro lado, uma medida de verdadeiro malabarismo financeiro, que visa permitir à autarquia disfarçar a calamidade das contas e dos resultados financeiros de algumas empresas municipais, tentando por esta via obter fundos e recursos financeiros (designadamente, por via da reabilitação urbana) a que, de outra forma, apenas a anterior Portimão Renovada, S.R.U. poderia aceder.
Em segundo lugar e para além dos objectivos técnicos supra referidos, que são mais ou menos claros, há uma verdadeira intenção, de âmbito mais alargado e profundo, não confessada, que presidiu verdadeiramente a estas alterações. Elas foram, sobretudo, uma alteração da correlação de forças politicas dentro do Partido Socialista de Portimão, constituindo uma mal disfarçada (ou meramente consentida?) afirmação de poder dentro da autarquia por parte do Vice-Presidente da Câmara de Portimão, Luís Carito. Seja por que prisma for, esta reestruturação constitui um reforço do posicionamento privilegiado de Luís Carito e dos seus boys (com o novo Director Geral da nova empresas municipal à cabeça), preparando assim, de forma laboriosa, como se de uma verdadeira partida de xadrez se tratasse, o caminho para suceder a Manuel da Luz à frente dos destinos da autarquia, ainda durante este mandato.
Não podemos deixar de lamentar é que, mais uma vez, os interesses e os destinos da nossa autarquia estão subjugados a meros interesses pessoais ou de facção, de pessoas que não hesitam em pôr de lado quem quer que seja, a pretexto de atingirem os seus reais objectivos. Algumas das empresas municipais que existem em Portimão continuam e vão continuar a ser meros instrumentos de gestão de poder político, de agência de emprego para boys e girls sem eira nem beira, no fim de contas, um verdadeiro exemplo de más práticas públicas, que não deveriam existir num país europeu do séc. XXI. Hoje, como em outros momentos, Portimão e os Portimonenses são apenas interesses menores ou danos colaterais à mercê dos verdadeiros interesses de alguns, que ainda pensam que tudo gira à sua volta e que podem pôr e dispor à custa de quem for necessário ou apesar de quem estiver pelo seu caminho. Até quando?

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Congresso da Água


Posted March 19th, 2010 by jorge Comments Off


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Arranca, no domingo, e decorre até quarta-feira, a 10ª edição do Congresso da Água. O evento, que tem como lema “Marcas d’Água”, decorre no Hotel Pestana Alvor Praia e é organizado pela Associação Portuguesa dos Recursos Hídricos (APRH).
Durante o Congresso, que pela primeira vez se realiza no Algarve, estarão em debate temas como a caracterização da onda de inundação em caso de ruptura da barragem de Odelouca, a gestão de dados e produção de informação em sistemas de tratamento e abastecimento de água para consumo humano, ou o investimento em acções de investigação, desenvolvimento e sensibilização ambiental no sector da água, entre outros.
O encontro, onde são esperados mais de 400 participantes nacionais e estrangeiros, assinalará de forma especial o Dia Mundial da Água, que se comemora a 22 de Março, com a realização da assembleia-geral da APRH, tendo sido ainda preparado para esta data um programa de forte componente social, que tem início às 09h30 com a actuação da Orquestra do Algarve e culminará às 19h45 com uma visita ao Museu de Portimão, seguida de cocktail.
O dia 23 será marcado pelas sessões técnicas que decorrerão durante o período da manhã, enquanto na parte da tarde os especialistas presentes farão visitas técnicas a diversos locais, como o perímetro de rega do Alvor, as Termas de Monchique, a ETA de Alcantarilha, a barragem de Odelouca e o rio Arade.
No derradeiro dia do 10º Congresso da Água, e antes da sessão de encerramento, que está marcada para as 19h45, será feita a entrega do Prémio APRH, na sequência de um concurso previamente dirigido aos estudantes universitários sobre a temática dos recursos hídricos.

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Centro da cidade florido


Posted March 18th, 2010 by jorge Comments Off


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Entre amanhã e o dia 27, o centro de Portimão vai estar bastante mais colorido do que é habitual. Pelo menos, é essa a expectativa do dirigente associativo Carlos Baptista, que pede aos comerciantes para que, durante esse período, participem numa acção denominada Recepção à Primavera, “através da colocação de vasos muito floridos e com muita cor à porta dos seus estabelecimentos”.
Também alguns floristas são convidados a participar, instalando bancas repletas de flores em pontos estratégicos da zona comercial, como os cruzamentos da Rua Direita com a Rua Diogo Tomé; da Rua Direita com a Rua Vasco da Gama; da Rua do Comércio com a Rua Vicente Vaz das Vacas; no passeio junto à Benetton Adulto, em frente ao Centro Comercial Tropical; e no Largo da Mó.
Carlos Baptista tem-se deslocado, nas últimas semanas, às lojas para sensibilizar os seus colegas a participarem e mostra-se muito satisfeito com a receptividade encontrada, pois “vejo grande vontade em serem parte activa desta iniciativa, que tem como objectivos principais animar a zona comercial e atrair mais potenciais clientes às nossas lojas”. Tem sido uma ronda algo demorada, pois “contava que cada contacto demorasse, em média, uns dez ou quinze minutos, mas algumas conversas têm levado quase uma hora, porque acabamos por aproveitar para trocar ideias sobre a situação muito difícil que se vive no comércio tradicional e os instrumentos que é possível usar para tentar melhorá-la”. Deparou-se com queixas e lamentos, mas também com a determinação de muitos colegas em tentar unir-se para, em conjunto, dar a volta à situação, o que o deixou muito agradado. Até porque, esta acção visa exactamente juntar as forças dos comerciantes às das suas associações representativas, “numa clara demonstração de que estamos dispostos a trabalhar em conjunto para tentarmos contrariar a tendência de evidente degradação do comércio local”.
E, sendo este um objectivo não só para a Primavera, mas para o ano todo, mesmo após o dia 27, “quem quiser, pode continuar a deixar as flores junto às suas lojas, pois isso vai tornar mais atractiva a zona comercial da cidade”. Esta iniciativa é promovida pela ACRAL e Associação Comercial de Portimão, no âmbito da colaboração que, juntamente com a Câmara, mantêm na UAC – Associação de Desenvolvimento de Portimão Pró Comércio.

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Associação vai abrir-se mais à população


Posted March 17th, 2010 by jorge Comments Off


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(ENTREVISTA A ÁLVARO BILA, O NOVO PRESIDENTE DOS BOMBEIROS - PARTE II)
Julgo que, recentemente, há serviços que eram assegurados pelos bombeiros, nos quais o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) agarrou. Que serviços são esses e de que forma esta situação vai prejudicar os bombeiros de Portimão?

Os bombeiros fazem serviços que são pagos pelos INEM. No entanto, desde há algum tempo, que esta entidade colocou cá uma viatura e, por isso, passámos a prestar menos serviços, com consequências negativas ao nível das receitas. É também por isso que digo que vamos ter que reestruturar os nossos serviços. Se há menor actividade a este nível, ficamos com mais gente disponível para fazer serviços de transporte de doentes para Lisboa.

O quartel dos bombeiros tem muitos espaços e salas no seu interior. Estão bem aproveitados? Por exemplo, o consultório médico, está a funcionar bem e a trazer receitas para a corporação?
O consultório médico está a trabalhar bem. Depois, temos o nosso pavilhão que, actualmente, e graças a um acordo feito com a autarquia, tem uma boa utilização, funciona diariamente. Para além destes, há outros espaços que poderemos dinamizar melhor, realmente, o quartel é grande, e vamos tentar encontrar formas de os rentabilizar ainda melhor.

Com o grau de exigência e de formação que é exigido aos bombeiros, acha que continua a justificar-se o voluntariado ou isso terá tendência a acabar?
A palavra ‘voluntários’ existe mas os bombeiros que estão na nossa associação e prestam serviço no dia-a-dia são todos pagos. Depois, há realmente voluntários, pessoas que dão muitas horas e trabalho à associação, e que são uma grande ajuda, mas os que asseguram a actividade corrente da corporação são remunerados.

O modelo existente deve continuar ou, como está a acontecer noutros concelhos, como, por exemplo, Faro, a associação deve transformar-se em municipal?
Se a corporação se transformasse em municipal, isso iria trazer muitos custos para a autarquia, até porque a estrutura iria ser diferente, os horários de trabalho e serviços a realizar, também. Obviamente, a Câmara passaria a suportar todas as despesas com o pessoal, com a manutenção do equipamento e com a aquisição de novas viaturas, enquanto que, actualmente, temos apoio financeiro da autarquia, mas também outras fontes de financiamento. Tendo em conta que prestamos um bom serviço, a população e a autarquia lucram o actual modelo. Devíamos era ter mais sócios, maior apoio da população para conseguirmos adquirir melhor equipamento, ter bombeiros ainda melhor preparados para prestarmos um serviço de nível superior ao que já temos e que é bastante bom. Para isso, há que desenvolver iniciativas no sentido de abrir mais a associação à população.

Que iniciativas serão essas?
Queremos ir às escolas, mostrar às crianças e jovens o que são e o que fazem os bombeiros. Também é nossa ideia levar a população ao quartel, através da realização de cursos temáticos, em que ensinamos as pessoas a trabalhar com extintores, a adoptarem atitudes de prevenção e a saber o que fazer em caso de emergência.

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Bicho das palmeiras custa caro à Câmara


Posted March 16th, 2010 by jorge Comments Off


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A Câmara de Portimão declarou guerra aberta à praga que tem afectado muitas palmeiras que ornamentam as principais zonas turísticas. Até agora, venceu algumas batalhas, mas, como constata quem anda pelo concelho, sobretudo, pela zona da Praia da Rocha/Praia do Vau, o bicho das palmeiras está longe de perder a guerra e continua a destruir muitas árvores.
No entanto, a autarquia parece estar determinada a eliminar definitivamente o irritante insecto Rhynchophorus ferrugineus, responsável por esta praga. Para o efeito, e segundo o vereador Jorge Campos, “temos vindo a tratar as árvores atacadas, algumas conseguimos salvar e as outras estamos a recolher e queimar”. Pelas suas contas, ao longo dos últimos tempos, terão sido atacadas quase uma centena das cerca de 1.100 palmeiras que se estima existirem no concelho. Como o sucesso não tem sido completo, este responsável autárquico diz que os serviços camarários irão tentar outro tipo de tratamento e intensificar a recolha de árvores que não resistiram à praga, de forma a que ela não se propague ainda mais.
No entanto, e como é normal, até agora tem actuado junto das palmeiras que estão no domínio público. O problema é que, lamenta Jorge Campos, muitas árvores de privados também foram afectadas e, mesmo que a Câmara consiga resolver o problema que lhe diz directamente respeito, se esses privados nada fizerem, não se consegue erradicar a praga.
Daí que a Câmara também esteja, nesta altura, a actuar junto de particulares no sentido de sensibilizá-los a tratar das palmeiras, disponibilizando-se para prestar, se necessário apoio técnico e informativo para o efeito, ou ajudando mesmo no transporte das árvores que, entretanto, não resistiram ao ataque do perigoso insecto. Só assim, actuando de forma “global, coordenada e articulada”, acredita o vereador, é que será possível resolver, de vez, um problema que teima em persistir desde há cerca de dois anos. Inclusivamente, defende que a articulação deve estender-se a outros concelhos, que também foram afectados, como Albufeira e Lagos.
Aliás, o assunto terá sido, recentemente, debatido por autarcas de vários concelhos, no seio da Grande Área Metropolitana do Algarve. A situação tem suficiente gravidade e importância para, há pouco mais de um mês, ter-se realizado, em Faro um seminário sobre as melhores formas de combater estes terríveis insectos.
Em Portimão, Jorge Campos ainda não sabe ao certo qual a factura que, no fim, a Câmara vai ter de pagar para vencer esta guerra, mas admite que “serão seguramente largas dezenas de milhares de euros”.

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