Mendes Bota na Convenção do PSD
Posted June 30th, 2009 by jorge No Comments » Flexibom Light
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Se for eleito presidente da Câmara, o candidato do PSD, José Dias, promete que a câmara pagará a formação de especialidade a alguns médicos em algumas das áreas que considera estar o hospital mais carenciado. Na intervenção que proferiu no decorrer da Convenção Regional Autárquica do PSD/Algarve que ontem decorreu no Parchal, José Dias também defendeu o reforço de poderes para o vogal da Câmara no conselho de administração daquela unidade hospitalar.
A sua intervenção centrou-se, quase inteiramente, no Centro Hospitalar do Barlavento que, na sua opinião, “está a tornar-se, para alegria de uns e satisfação de alguns, numa unidade decadente, com o desaparecimento de importantes valências na área médica, fruto de uma gestão ineficaz e inefciente, sem visão de futuro”.
Esta convenção reuniu todos os candidatos do PSD às câmaras da região e contou com a presença da líder do partido ‘laranja’, Manuela Ferreira Leite, que lhes pediu para não prometerem aos eleitores nada que não possam cumprir.
Ao longo dos próximos dias, iremos aqui deixar alguns vídeos que ilustram as intervenções dos principais oradores.
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Continuação da entrevista a Rui Sacramento
A CDU tem, nesta altura, um vereador eleito. Qual é o objectivo para as próximas autárquicas?
O objectivo é aumentar o número de votos e de eleitos. Até que nível isso vai ser possível só os eleitores de Portimão podem decidir
Tendo em conta os resultados das Europeias, não receia que a CDU possa perder o seu vereador para o Bloco de Esquerda?
Não, nós não encaramos as eleições como uma prova desportiva de competição. Vamos às eleições para defender o programa da CDU, eleger o maior número possível de eleitos e chegarmos onde for possível chegar. E a população de Portimão tem de começar a constatar que os nossos eleitos tinham razão nos alertas que fizeram ao longo dos últimos 15 ou 20 anos. Quem é que entregou isto tudo aos grandes grupos económicos e financeiros? Foram os governos do PS e do PSD. É tempo das pessoas se libertarem de concepções anti-comunistas e começarem a ver os comunistas como os que defendem não só os trabalhadores, como os micro, pequenos e médios empresários.
Se não houver maioria absoluta, admite um entendimento com o PS?
Para já, vamos defender a nossa política e o nosso programa. Depois das eleições, logo veremos o que acontece. Há câmaras em que não há maioria e em que os nossos eleitos colaboram no sentido de defender e servir as populações.
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Excerto da entrevista ao candidato da CDU à presidência da Câmara de Portimão, Rui Sacramento, que pode ser lida, na íntegra, na edição impressa do Jornal de Portimão
Porque está contra a alienação do património imobiliário da Câmara a uma empresa municipal?
Estamos contra porque isso vem retirar ao município competências e património. Nunca, em tempo algum, a Câmara de Portimão vendeu património. Além disso, parece-nos mal que um bem público possa passar, um dia, para sectores privados. Embora a empresa em causa seja municipal, rege-se pelo direito comercial. Hoje, adquire propriedade, mas, mais tarde, com uma outra administração na câmara e uma outra gestão na empresa, pode vender-se ao sector privado aquilo que é um bem camarário.
Também nos parece que é uma cosmética financeira a câmara vender os seus edifícios a uma empresa, passando ela a ser inquilina. Politicamente, isto é imoral.
Mas não acha que é positivo que muito património da Câmara que não está a ser aproveitado seja rentabilizado?
Sem dúvida, mas há outras formas de o rentabilizar e isso depende da gestão dos indivíduos que estão à frente da autarquia.
Que balanço faz deste mandato autárquico?
É um balanço negativo em relação à maioria absoluta do Partido Socialista. A gestão autárquica não devia basear-se somente nos eventos, há falta de iniciativa ao nível da criação de riqueza e de condições para combater a crise do sistema capitalista e para que as pessoas de Portimão tenham emprego.
Criticamos que, ao longo de todos estes anos, não tenha havido uma iniciativa da parte da maioria PS de criar um parque empresarial para implantação de novas indústrias. Em Portimão há recursos que deviam ser explorados e não são. Estou a referir-me, por exemplo, às pescas. Chegámos a ter 50 traineiras e hoje estamos reduzidos a cinco barcos de pesca. Chegámos a ter aqui 21 fábricas de conserva, hoje não há nenhuma. Isso era criação de riqueza, criação de postos de trabalho, alternativas ao turismo.
Mas essas são questões que têm a ver com políticas e orientações de âmbito nacional e comunitário. A câmara pode fazer alguma coisa para inverter essas políticas?
Podia manifestar-se, protestar junto do Governo no sentido de evitar que essas indústrias acabassem. Mas, ao longo dos mais de 30 anos que leva de poder autárquico, nunca vi a maioria PS manifestar qualquer ideia que contrariasse o fecho das muitas empresas conserveiras.
A maioria socialista diz que a realização de grandes eventos é um medida positiva para a economia local, pois dá projecção ao concelho e atrai investimento. Concorda com esta ideia?
Não critico todos os eventos. Há alguns que me parece serem positivos, mas há outros que não vejo que benefício trazem para a população de Portimão. Os exageros de custos que alguns investimentos tiveram não trouxeram a Portimão aquela contrapartida turística que se esperava. Por exemplo, em relação ao Sasha, o que é que traz de mais-valia a Portimão? Essa é uma das iniciativas que nunca devia ter sido financiada pela câmara.
Com que outros eventos acabaria se tivesse o poder de decidir?
Por exemplo, em relação ao financiamento de 2 milhões e tal de euros anuais ao Autódromo. A câmara já entregou ao Autódromo terrenos para a sua construção e, para além disso, beneficiou a empresa de isenção de licenças e taxas. Agora, é a empresa responsável pelo projecto que tem de tomar em mãos as iniciativas e financiamentos necessários para desenvolvê-lo.
Mas como é que se pode atrair investimento e empresas para o concelho sem dar condições e apoios para que esses investimentos tenham sucesso?
A câmara já votou benefícios, ao nível da isenção de taxas e licenças, de forma a canalizar para Portimão investimentos nacionais ou estrangeiros. Com uma condição: que o município e a população de Portimão beneficiem desses investimentos, não basta criar condições para que sejam apenas os investidores a beneficiar e a ganhar dinheiro.
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Philip Kotler considera a possibilidade de criação de um imposto ou taxa sobre os turistas como “uma má ideia”. Uns dias antes da realização desta conferência, o presidente da Câmara, Manuel da Luz, tinha avançado com a sugestão de se cobrar uma pequena verba aos turistas, que reverteria para as autarquias e que, de alguma forma, compensaria a quebra das receitas relacionadas com as transacções imobiliárias. Ao mesmo tempo, seria uma compensação pelo investimento extra em infraestruturas que as câmaras têm de fazer para servir os turistas e visitantes.
A sugestão foi, de imediato, alvo de forte contestação por parte dos partidos da oposição e representantes do turismo que consideram que, a ser implementada, a medida seria uma machadada séria para o sector.
Manuel da Luz reagiu, dizendo que se tratava não de uma medida que tencionasse pôr em prática, mas apenas de uma ideia relativamente à qual gostaria de ouvir a opinião de Philip Kotler. No final da intervenção do especialista norte-americano, alguém da assistência se substituiu ao autarca, fez a pergunta e a resposta não deixou dúvidas: a ideia não deve ser concretizada.
Em declarações à imprensa também o secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, descartou a possibilidade do Governo colocar em prática essa medida.
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Às vezes, as empresas e as cidades gastam rios de dinheiro quando têm à sua disposição, praticamente à borla, uma excelente ferramenta de promoção, a Internet.
Philip Kotler é um dos mais famosos espcialistas de marketing, esteve em Portimão na quarta-feira, a participar numa Conferência Internacional sobre Marketing Territorial, e mostrou-se grande entusiasta do uso das novas tecnologias como forma de captar turistas. Uma cidade que, por exemplo, “não tem um vídeo no Youtube está a perder uma grande oportunidade”, referiu. É que, cada vez mais, as pessoas escolhem os seus destinos de férias a partir do que leram ou viram na internet sobre os seus potenciais destinos. Também as redes sociais são extremamente poderosas como veículos de transmissão de mensagem e de criação de imagens. Um comentário no Facebook ou no Twitter de alguém que veio de férias e que tem 5 ou 6 mil seguidores pode revelar-se muito importante para a cidade ou país visitou, pela positiva ou pela negativa.
Mas é óbvio que os responsáveis pela promoção de uma cidade não se devem ficar pela Internet. Hoje em dia, saber que canais utilizar para vender o seu produto é uma verdadeira dor de cabeça, ao contrário de antigamente, em que um anúncio publicitário colocado numa televisão ou num jornal chegava a milhões de pessoas. Actualmente, há um número enorme de canais dirigidos a nichos de mercado. Para escolher quais são os que se deve utilizar, é preciso, em primeiro lugar, ter uma ideia muito clara do que se quer promover e quais as pessoas que interessa atrair. Esse é um trabalho de base muito importante, referiu Kotler, um trabalho que passa por definir uma identidade à cidade, construir slogans que se adaptem a ela e por associá-la a determinadas características. Este esforço também pode e deve passar pela realização de eventos de âmbito desportivo, cultural e recreativo. Mas tudo isto de pouco vale se a cidade não estiver bem arrumada e não der aos turistas e visitantes aquilo que, através da promoção, se lhes prometeu.
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Com o aproximar das eleições autárquicas, os diversos partidos políticos preparam as listas que irão apresentar ao eleitorado. Em Portimão, já eram conhecidos os principais rostos que protagonizarão o combate eleitoral pelo PS (Manuel da Luz), PSD (José Dias), CDS (João Caetano) e CDU (Rui Sacramento). Na terça-feira, foi a vez do Bloco de Esquerda também apresentar os cabeças-de-lista aos principais órgãos autárquicos. E pode dizer-se que o partido não arriscou nada, voltando a apostar nos mesmos candidatos de há quatro anos: João Vasconcelos (Câmara), Luísa Penisga (Assembleia Municipal) e Simeão Quedas (Junta de Portimão).
A apresentação contou com a presença do líder do partido, Francisco Louçã, que se mostrou muito satisfeito pelos resultados do Bloco nas europeias, quer no país, quer no Algarve e, sobretudo, em Portimão, “onde tivemos um pouco mais de 17%”. Louçã está confiante em que os bons resultados voltem a repetir-se nas legislativas e autárquicas.
Um sentimento que é partilhado por João Vasconcelos, que põe como objectivo eleitoral “a eleição de um vereador e o aumento do número de representantes, tanto na Assembleia Municipal como nas três assembleias de freguesia do concelho”. Caso isso aconteça, o candidato bloquista está seguro que derrotará ou, “pelo menos”, tirará a “maioria absoluta ao Partido Socialista”.
O Bloco de Esquerda de Portimão vai continuar, no próximo mandato, a ter como uma das suas grandes bandeiras o combate pela preservação da Ria de Alvor e a oposição a qualquer projecto imobiliário que se pretenda construir na Quinta da Rocha e garante ir prosseguir a investigação de todo o processo.
Uma tarefa para a qual conta com o apoio de Francisco Louçã que assumiu não ir o Bloco largar “este caso escandaloso de especulação imobiliária, mesmo que o Governo queira tapá-lo com o manto do projecto de interesse nacional”.
A nível social e económico, a grande prioridade do Bloco de Esquerda é a luta contra o desemprego que considera fundamental para se ultrapassar a crise económica em que estamos mergulhados. O combate às off-shores que, na sua opinião de Louçã, só servem para esconder dinheiro criminoso ou para fugir ao pagamento de impostos vai ser outro dos temas de campanha.
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A Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve (ACRAL) e a Associação Comercial de Portimão (ACP) abriram ‘guerra’ à empresa que gere o Pavilhão do Arade (Parchal), a Eventos do Arade, da qual é accionista a Câmara de Portimão, através de uma das suas empresas municipais.
Em causa está a disponibilização daquele pavilhão para a realização de uma feira do retalho, prevista para o início de Agosto. Acontece que a própria câmara e as duas associações vão realizar uma feira do género também em Agosto, pelo que dizem não perceber como é que uma entidade que depende da autarquia cria condições para a realização de um evento concorrente.
O administrador da empresa, Luís Piscarreta (indicado pela Câmara), assume que o Pavilhão do Arade vai ser alugado a uma empresa privada para nele ser realizada a feira. Alega que a manutenção e gestão do equipamento tem custos e que é sua obrigação encontrar as receitas correspondentes, pelo que não viu razões para “rejeitar esse negócio”.
As duas associações é que não estiveram pelos ajustes e, em comunicado, alegam que as empresas municipais não devem ter o lucro como o seu único objectivo, pois foram criadas com o objectivo de “apoiar a economia, os empresários e os cidadãos do concelho de Portimão”.
Recordam que os comerciantes estabelecidos no concelho, “pagam aqui os seus impostos ao longo do ano todo, têm despesas fixas ao longo do ano todo e, quando há hipótese de facturarem um pouco mais, apanham com este tipo de concorrência, promovida por entidades que deviam apoiar a economia local”.
Esta feira, alegam, “vai servir unicamente para que empresas de outros pontos do país venham escoar os seus produtos na altura em que há mais turistas na região e em que os comerciantes locais têm maiores possibilidades de fazer negócio”.
No documento, as associações lembram que já nos dois últimos anos, os dirigentes da então empresa municipal ExpoArade (entretanto, extinta) tentaram levar a cabo uma feira do género, o que não foi conseguido devido à “oposição firme das nossas duas associações”. Este ano, “aproveitando o facto do Pavilhão do Arade ficar no outro lado do rio e no concelho de Lagoa, os mesmos responsáveis voltam à carga”.
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Francisco Louçã passou, esta noite, por Portimão, onde participou na sessão de apresentação dos cabeças-de-lista bloquistas aos principais órgãos autárquicos. João Vasconcelos volta a ser o candidato à presidência da Câmara, Luísa Penisga avança para a Assembleia Municipal e Simeão Quedas para a Junta de Freguesia de Portimão. Daqui a pouco deixamos-lhe aqui uma reportagem mais alargada.
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