Há muitas quintinhas no PSD de Portimão


Posted April 25th, 2010 by jorge Comments Off


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Segunda parte da entrevista a Antonieta Guerreiro, deputada do PSD, eleita pelo Algarve.

Como é que vê a vida política portimonense? Por exemplo, no seu partido, nunca mais é resolvida a questão das eleições internas, a nível local…
Em Portimão, um dos problemas do PSD é ter um PS muito forte. Por outro lado, o PSD, na sua génese, é feito de clivagens e sensibilidades, parece um saco de gatos pardos, cada um mais pardo que o outro. Mas somos mesmo assim, somos ecléticos, diversificados e heterogéneos e gostamos de ser assim. E todas as clivagens e sensibilidades que temos no PSD, a nível nacional, também se encontram em Portimão. Acresce a isto que conta com algumas personalidades muito fortes, às vezes, aquilo parece a Bósnia.

E, portanto, não vê solução para isso?
Tem, até a própria península jugoslava teve solução. As pessoas têm é que perceber que têm de trabalhar não para a sua quintinha, mas para o bem comum do partido em Portimão que tem de ser sempre salvaguardado. O problema até agora é que o responsável de cada quintinha acha que a sua é importante, especial, diferente, cada um pensa que só ele é que tem razão, todos os outros estão errados. O principal problema do PSD em Portimão é a falta de unidade, falta de capacidade para trabalhar em conjunto. O partido não é da pessoa A, B ou C, é um colectivo de pessoas que têm de trabalhar para o mesmo objectivo. É assim que eu vejo as coisas, eu estou disponível para trabalhar com quem quiser trabalhar comigo.

O problema tem sido um PS demasiado forte ou um PSD muito fraco?
O PS tem um esquema de trabalho muito bom. Talvez seja um partido tão dividido como o PSD, a diferença é que é mais unido, nos momentos-chave, os seus dirigentes unem-se e não há cá vozes dissidentes. Para além disso, tem uma rede de contactos que foi criando ao longo de trinta anos de poder, que usa para ganhar eleições. As coisas funcionam de outra forma, porque eles estão todos ali para atingir um objectivo, para eleger ‘aquela’ pessoa e ganhar eleições. O PS tem uma grande capacidade organizativa e o PSD não se consegue conciliar e unir. Quando o PSD tiver a capacidade de trabalhar todo para o mesmo e os protagonistas saberem trabalhar uns com os outros, então aí poderemos ter, pelo menos, muito melhores votações.

Em determinada altura deste processo de eleições para a concelhia, que parece nunca mais ter fim, falou-se na possibilidade de você se candidatar. Se o tivesse feito, de que forma faria agora oposição?
Para responder a essa pergunta teria que estar no terreno, para além de que seria um trabalho de equipa, de coordenação entre quem está na comissão política e nas assembleias de freguesia, na Assembleia Municipal e na Câmara. Eu começaria exactamente por aí, quem ficar agora na comissão política, o que tem a fazer é trabalhar com os autarcas que temos nos diversos órgãos do município. Essa coordenação é fundamental e, enquanto isso não acontecer, todo o trabalho de oposição cai em saco roto, pois a comissão política não pode querer fazer algo que depois não é consubstanciado pelo voto de quem está nos órgãos autárquicos.

Mas, olhando de fora, como é que vê a actuação da maioria socialista na Câmara?
Vejo como sempre vi, as coisas nos últimos anos não mudaram muito. Quer dizer, o foguetório diminuiu um bocadinho, embora continue a haver muita festa, faz-me muita confusão o cartaz cultural, há muitas actividades ao mesmo tempo, à mesma hora para a população, mas isso é a forma que a Câmara encontrou de pôr as colectividades a funcionar. O que acontece é que depois só vão às actividades quem é membro de cada uma das colectividades e não há actividades que se transportem para fora das portas das suas sedes.
Há um conjunto de situações que têm de ser repensadas. Esta questão do Sasha não faz muito sentido, a vocação da Câmara não é gerir bares na praia. Não conheço os pormenores do contrato, mas acho que a Câmara vai perder dinheiro. Não sei se o caminho é o correcto, há uma dívida, tem que ser paga porque a Câmara precisa é de dinheiro.

A nível nacional, o PSD passou por um processo eleitoral. Porque resolveu apoiar Pedro Passos Coelho?
Dois dos critérios seguidos, não só por mim como pela distrital foram apoiar um candidato que ouvisse e respeitasse os interesses das bases do partido e que fosse sensível à questão da regionalização e Pedro Passos Coelho dá-nos essas garantias. Não podemos continuar a permitir que, de forma arbitrária e sem controlo, a Nacional do partido interfira nas escolhas das distritais e das secções. Isso é inadmissível.

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Governo tem de tratar o Algarve de outra forma


Posted April 22nd, 2010 by jorge Comments Off


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Antonieta Guerreiro é a única portimonense na Assembleia da República. Eleita pelo PSD, diz estar muito empenhada no trabalho de deputada e procura intervir em todos os assuntos que digam respeito ao Algarve. Relativamente a Portimão, considera que o problema maior do PSD é o facto, ao longo dos anos, os seus dirigentes não terem conseguido trabalhar em conjunto para o mesmo objectivo, ao contrário do que sucede no PS.

De uma forma geral, os cidadãos têm uma opinião negativa dos deputados, acham que trabalham pouco e ganham mais do que deviam. Pela experiência que adquiriu nos últimos tempos, pensa que essa ideia tem razão de ser ou é injusta?
No meu caso particular, farto-me de trabalhar, as pessoas não têm a noção de quanto um deputado empenhado pode trabalhar. Chego aqui por volta das 10 horas da manhã e saio às 9h40 da noite.

Foi fácil a adaptação a este novo ‘mundo’?
Devido à minha participação no movimento a favor da Regionalização, já tinha algum conhecimento do funcionamento da Assembleia da República. Como se tratava de um movimento nacional e havia gente de todos os partidos, as reuniões eram muitas vezes feitas aqui e por isso já conhecia minimamente os cantos à casa. Mas entrar pela primeira vez no plenário, como deputada, é realmente emocionante, é uma sala muito solene, muito bonita e há um sentimento muito forte de responsabilidade. Depois, é preciso conhecer todo o processo legislativo, parlamentar, as regras a utilizar, sobretudo no plenário.

A Antonieta e o seu colega Mendes Bota não votaram o Orçamento, optaram por sair do plenário nessa altura. O que os levou a tomar essa decisão?
Porque achámos que o Algarve tem de ser considerado de outra forma pelos partidos políticos e, em especial, pelo Governo. Nos últimos vinte anos uma das grandes linhas de orientação que se seguiu no país foi o de segmentar a economia. No Algarve só fazemos turismo, perdemos a agricultura e a pesca, ao contrário do que acontece em várias outras zonas do país em que continua a haver agricultura de subsistência. As pessoas podem não ter emprego, não ter salário ou subsídio de desemprego, mas têm um pequeno terreno onde plantam umas couves e umas batatas e no Algarve nem isso têm.

Que medidas é que este Orçamento deveria conter para começar a dar a volta a esse e outros problemas com que os algarvios se debatem?
Este Orçamento não tem nada de realismo. Nós perdemos no QREN [fundos comunitários] ao sair do objectivo 1 porque o Comité das Regiões olha para o Algarve como se fosse uma região rica e não é. Como é que pode ser uma região rica se na região há fome? Para além disso, agora perdemos no Orçamento e no PIDDAC [plano de investimentos directos do poder central]. A maior verba que existia para o Algarve era para areia para a praia…

Que iniciativas tem tido enquanto deputada a favor do Algarve?
Na Comissão do Ambiente, um tema de que falo sempre é no plano de ordenamento da orla costeira, que é uma área que está a meu cargo. Na Comissão de Saúde tenho-me batido pelo Hospital Central, pela questão do Centro de Saúde de Portimão e tenho também falado muito de toxicodependência, porque como trabalhei no GRATO - Grupo de Apoio aos Toxicodependentes, tenho conhecimento sobre a matéria. No domínio da educação, como fui dirigente associativa, também tenho algum know-how sobre o ensino superior. Mas, de uma forma geral, procuro estar atenta e participar em todas as questões que digam respeito ao Algarve

Relativamente a questões específicas de Portimão, já levou alguma ao Parlamento?
Levei a do Centro de Saúde de Portimão e há algumas outras questões que tenciono abordar, mas ainda estou a ponderar qual será a melhor forma de o fazer.

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Associação vai abrir-se mais à população


Posted March 17th, 2010 by jorge Comments Off


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(ENTREVISTA A ÁLVARO BILA, O NOVO PRESIDENTE DOS BOMBEIROS - PARTE II)
Julgo que, recentemente, há serviços que eram assegurados pelos bombeiros, nos quais o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) agarrou. Que serviços são esses e de que forma esta situação vai prejudicar os bombeiros de Portimão?

Os bombeiros fazem serviços que são pagos pelos INEM. No entanto, desde há algum tempo, que esta entidade colocou cá uma viatura e, por isso, passámos a prestar menos serviços, com consequências negativas ao nível das receitas. É também por isso que digo que vamos ter que reestruturar os nossos serviços. Se há menor actividade a este nível, ficamos com mais gente disponível para fazer serviços de transporte de doentes para Lisboa.

O quartel dos bombeiros tem muitos espaços e salas no seu interior. Estão bem aproveitados? Por exemplo, o consultório médico, está a funcionar bem e a trazer receitas para a corporação?
O consultório médico está a trabalhar bem. Depois, temos o nosso pavilhão que, actualmente, e graças a um acordo feito com a autarquia, tem uma boa utilização, funciona diariamente. Para além destes, há outros espaços que poderemos dinamizar melhor, realmente, o quartel é grande, e vamos tentar encontrar formas de os rentabilizar ainda melhor.

Com o grau de exigência e de formação que é exigido aos bombeiros, acha que continua a justificar-se o voluntariado ou isso terá tendência a acabar?
A palavra ‘voluntários’ existe mas os bombeiros que estão na nossa associação e prestam serviço no dia-a-dia são todos pagos. Depois, há realmente voluntários, pessoas que dão muitas horas e trabalho à associação, e que são uma grande ajuda, mas os que asseguram a actividade corrente da corporação são remunerados.

O modelo existente deve continuar ou, como está a acontecer noutros concelhos, como, por exemplo, Faro, a associação deve transformar-se em municipal?
Se a corporação se transformasse em municipal, isso iria trazer muitos custos para a autarquia, até porque a estrutura iria ser diferente, os horários de trabalho e serviços a realizar, também. Obviamente, a Câmara passaria a suportar todas as despesas com o pessoal, com a manutenção do equipamento e com a aquisição de novas viaturas, enquanto que, actualmente, temos apoio financeiro da autarquia, mas também outras fontes de financiamento. Tendo em conta que prestamos um bom serviço, a população e a autarquia lucram o actual modelo. Devíamos era ter mais sócios, maior apoio da população para conseguirmos adquirir melhor equipamento, ter bombeiros ainda melhor preparados para prestarmos um serviço de nível superior ao que já temos e que é bastante bom. Para isso, há que desenvolver iniciativas no sentido de abrir mais a associação à população.

Que iniciativas serão essas?
Queremos ir às escolas, mostrar às crianças e jovens o que são e o que fazem os bombeiros. Também é nossa ideia levar a população ao quartel, através da realização de cursos temáticos, em que ensinamos as pessoas a trabalhar com extintores, a adoptarem atitudes de prevenção e a saber o que fazer em caso de emergência.

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Não é para dividir que estou nos Bombeiros


Posted March 15th, 2010 by jorge Comments Off


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(ENTREVISTA A ÁLVARO BILA, O NOVO PRESIDENTE DOS BOMBEIROS DE PORTIMÃO - PARTE 1)
O que é que o levou a avançar com esta candidatura?

O que me levou a avançar foi o facto de estar a verificar-se uma grande desunião naquela associação. Se não avançasse, ia haver ali um ‘duelo’ entre pessoas que entraram em conflito, o que seria mau.

Foi você que resolveu dar o passo decisivo ou houve algum grupo que o tenha incentivado a ser candidato?
Houve muitas pessoas que me envolveram nisto, que me incentivaram a candidatar-me. A reconciliação entre as duas listas era impossível, uma vez que uma delas já estava no terreno há mais de um ano, e então tive de fazer uma outra lista e avançar.

Na assembleia eleitoral, verificaram-se alguns atritos entre as duas listas, sinal de que essa divisão de que fala continua a existir. Daqui para a frente, vai ser possível reconciliar os associados? O que vai fazer para conseguir isso?
Acho que os atritos que existiram foram os normais, numa eleição em que há duas listas em confronto. Daqui para a frente, há que trabalhar com todos e para todos, que é o lema da nossa lista. Não faz sentido estarmos a dividir a associação, essa é a nossa posição, e espero que, do lado das pessoas que estiveram na outra lista, o sentimento seja igual. Não é para dividir que cá estou.

Está na direcção dos bombeiros há já bastante tempo e conhece bem os cantos à casa. Que radiografia se pode fazer do momento actual da associação?
Há dez anos que faço parte da direcção daquela casa e conheço bem a sua realidade. A nível financeiro, por exemplo, o que posso dizer é que deve ser das melhores do país, e ao contrário do que andaram por aí a dizer, não tem dívidas nenhumas, tem o equipamento todo pago, os bombeiros estão, genericamente, bem equipados, embora ainda haja algumas lacunas a colmatar. De resto, o que faz falta é maior união entre as pessoas, menos conversas de corredor e maior abertura à população. Bombeiros, comando, pessoal da limpeza, secretaria, associados, todos são importantes e devem estar unidos.

Ao nível do pessoal e das viaturas, a situação é a ideal ou está muito longe disso?
Há a necessidade de adquirir uma viatura de transporte de doentes, apenas temos uma e, caso ela se avarie, não há forma de a substituir. Essa vai ser uma das nossas grandes prioridades, e esperamos conseguir concretizá-la ao longo do mandato. Relativamente ao equipamento, o comando considera que tem o suficiente para o bom funcionamento da corporação.

E no que diz respeito ao pessoal?
O nosso pessoal tem formação e é muito competente. O que vai ser preciso é fazer alguns ajustes, por causa dos serviços que temos de assegurar. Para não perder serviços de saúde, se calhar temos de melhorar a vertente dos transportes para Lisboa – fazemos poucos. Para isso, deverá ser necessário reformular algumas equipas, ou seja, pôr mais pessoal a fazer estes serviços dentro do horário de trabalho.

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Não à coligação, sim à creche do Malheiro noutro sítio


Posted May 20th, 2009 by jorge 1 Comment »


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O CDS quer que a Câmara desista da localização de uma creche no Malheiro e propõe um outro espaço. Se com isso se perder verbas comunitárias, o candidato do CDS à presidência da Câmara, João Caetano, sugere que, para compensar, se corte nas exposições.

Porque é que o CDS defende que a creche deve ser construída noutro espaço?
Em primeiro lugar, é preciso que se diga que o CDS, como é óbvio, não está contra a construção da creche, que já há muito faz falta. Não concordamos, nem a população, é com a localização porque se trata de uma zona habitacional, o terreno em causa está no meio da zona residencial do Malheiro e destinava-se a jardim público. A construção naquele local deste tipo de equipamento irá trazer uma série de transtornos quer à população residente quer às pessoas que têm ali negócios. Transtornos que se traduzem no afluxo de trânsito, pois os pais que vão deixar os seus filhos na crecher precisam de transporte para se deslocarem e no ruído, para além de ali não ser construído o tal espaço verde prometido.
O argumento da Câmara é que estão em jogo fundos comunitários que se perderão se a creche não for construída ali. Prefere que se percam esses fundos?
Esse é um argumento que já ouvi e que temos de pesar e que analisar para ver se será mesmo assim. Mas esta questão foi levantada inicialmente em Outubro de 2008 por vários moradores na zona. Se tivesse havido uma atitude mais proactiva por parte do executivo do PS desde essa altura, possivelmente teria sido possível alterar a localização sem a perda de qualquer financiamento. Nesta fase, há que analisar o problema mas penso que será preferível edificar o edifício noutro sítio perdendo, eventualmente, algum do financiamento comunitário do que mantê-lo naquele local. Há uma alternativa, um terreno situado a cerca de 500 metros, que foi doado à Câmara. Se se perder fundos comunitários, creio que foi por alguma inércia do executivo e é preferível perder financiamento, do que, se calhar, fazer uma exposição, que é um evento efémero, e que custa 300 ou 400 mil euros à Câmara.
Mudando de assunto, o candidato do PSD disse numa entrevista recente que defendia uma coligação eleitoral. Tem havido conversações nesse sentido, ainda é possível essa coligação?
Tanto quanto eu sei, não tem havido quaisquer conversações. Neste momento, o CDS faz o seu caminho, temos estado a ouvir a população, temos em preparação uma série de medidas que vamos apresentar num curto espaço de tempo e estamos também a preparar as nossas listas. É este o caminho que traçámos e em Outubro depois das eleições os resultados dirão se foi uma aposta correcta ou não.
Uma aposta que será para ir até ao fim de forma isolada?
Exactamente, a não ser que houvesse um volte-face que, sinceramente, não estou a ver como poderá ocorrer.

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Contra as portagens na Via do Infante


Posted May 18th, 2009 by jorge No Comments »


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Vai ser votada na sessão de quarta-feira do executivo da Câmara de Portimão uma moção contra a introdução de portagens apresentada pelo vereador do PSD. Nesta entrevista, Pedro Martins diz que o Governo, com as recentes declarações do Ministro das Obras Públicas sobre a matéria, está a “atirar barro à parede a ver se pega” e espera que os representantes do PS na Câmara sejam coerentes com aquilo que defenderam no passado e votem favoravelmente a moção.

O que o levou a apresentar esta proposta?
Foi um conjunto de declarações do sr. ministro das Obras Públicas, que vieram na comunicação social, em que dá conta que o Governo considera que a requalificação que, neste momento, está a ser feita na Estrada Nacional(EN) 125 tornará aquela via numa alternativa à Via do Infante. Considero que isso não é possível, a EN 125 nunca será uma alternativa à Via do Infante e penso que é o momento certo para manifestar que somos contra a introdução de portagens na Via do Infante.
O ministro não foi taxativo, não disse que iam ser colocadas portagens, deixou essa questão em aberto para o futuro. Mas está convencido que é realmente essa a intenção do Governo?
Em política, quando se diz estas coisas não é de forma inocente. O sr. ministro é um responsável político, não estava numa conversa de café, e quando diz o que disse é porque está a manifestar a intenção de, no futuro, introduzir portagens na Via do Infante.
Não tenho conhecimento de algum outro político da região ter tido o tipo de reacção que o senhor está a ter. Acha que é porque estão convencidos que nunca irão ser colocadas as portagens ou, pelo contrário, que isso é uma inevitabilidade e, portanto, não vale a pena estar a lutar contra ela?
Cada um assume as suas responsabilidades. Eu entendo que não se pode deixar passar em claro uma coisa deste tipo, é logo nesta fase que devemos dizer que somos contra. Acho que o Governo está a atirar barro à parede a ver se cola e desde já devemos manifestar uma posição clara sobre o assunto.
Ninguém gosta de pagar portagens, mas como é que se pode justificar que não se pague no Algarve quando elas já são ou vão ser uma realidade em praticamente todo o país?
O ponto fulcral da questão é o de haver ou não uma verdadeira alternativa e quem conhece a EN 125 sabe que ela nunca será uma alternativa à Via do Infante. Acho que poderemos mais tarde vir a discutir a colocação de portagens na Via do Infante, caso um dia haja a intenção de criar uma verdadeira alternativa. O que temos neste momento é uma Via do Infante que foge um bocadinho àquilo que são as características de uma auto-estrada, cuja filosofia inicial não implicava portagens, para além das questões relacionadas com os impactos negativos que uma decisão dessas terá na actividade turística.
Esta proposta vai ser votada na quinta-feita, mas foi apresentada na última sessão de Câmara. Pela reacção dos seus colegas acha que deverá ser aprovada?
Como disse, cada um terá de assumir as suas responsabilidades. Mas lembro-me que responsáveis do Partido Socialista de Portimão manifestaram anteriormente que não eram a favor da introdução de portagens na Via do Infante e, portanto, espero que, em consonância com aquilo que disseram no passado, tenham a mesma atitude agora.

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Tendência negativa no turismo algarvio


Posted April 15th, 2009 by jorge No Comments »


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Elidérico Viegas, presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) diz que, neste Páscoa, as unidades hoteleiras da região ficaram longe das enchentes de outros tempos.

Os hotéis algarvios estiveram cheios na Páscoa?
Tivemos, de facto, um acréscimo de procura, sobretudo de portugueses e também de alguns espanhóis, mas que foi insuficiente para esbater a procura externa que, como se sabe, tem vindo a influenciar negativamente as taxas de ocupação do Algarve. Portanto, tivemos na Páscoa acréscimo de procura, mas longe das tais enchentes que caracterizavam o Algarve nesta quadra.
Mas o facto de ter havido mais portugueses pode ser considerado um sinal positivo, de que afinal, a situação económica pode não ser tão má como se perspectivava?
Não, durante estes períodos de crise os portugueses tendem a viajar menos para o exterior e a escolher o seu próprio país e a principal região turística nacional, que é o Algarve. No entanto, ficam por períodos mais curtos do que era habitual em anos anteriores. A Páscoa também funcionava como o motor de arranque para a chamada época turística alta e este ano isso não aconteceu. Portanto, estamos a assistir a uma quebra das taxas de ocupação a seguir à Páscoa e a época turística será cada vez mais curta e tenderá a concentrar-se mais nos meses de Julho e Agosto.
Entretanto, a vossa associação já fez as contas ao mês de Março e parece que as coisas não foram famosas, ao nível das taxas de ocupação.
De facto, o mês de Março apresentou uma descida significativa quando comparado com idêntico período de 2008. É verdade que, no ano passado, a Páscoa ocorreu em Março e, portanto, os números não podem deixar de ser influenciados por esse facto, mas, de qualquer forma, essa descida confirma a tendência que se vem registando, de diminuição da procura externa, sobretudo, por parte do mercado britânico que para além de se debater com a crise mundial, se confronta ainda com a desvalorização da libra relativamente ao euro. Isso faz com que os turistas britânicos tenham perdido poder de compra e, por outro lado, que nós perdamos poder competitivo em relação a mercados fora da zona euro.

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Vamos mostrar a marca de Portugal no mundo


Posted April 8th, 2009 by jorge No Comments »


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O conhecido apresentador de programas de televisão José Carlos Malato vai ser um dos rostos da escolha das 7 Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo. O quartel-general é a cidade de Portimão, onde, no dia 10 de Junho, será apresentado o resultado da votação que já está a decorrer

Que importância atribui a esta iniciativa?
No meu caso, em termos profissionais, é o continuar do trabalho feito no ‘Portugal no Coração’ que era um bocadinho unir este mundo. Acho que os primeiros passos da globalização foram, de alguma forma, dados pelos portugueses, que apesar de viverem num país pequeno, tinham uma vontade maior que o mundo e que os fez sair do país na conquista de estes lugares extraordinários. Muito mais do que os conquistar era, no fundo, o deixar a sua marca e o que está aqui é justamente a marca de Portugal ao longo da sua existência e que funciona, sobretudo, para aumentar a nossa auto-estima. Estas edificações e estas marcas portuguesas são, sobretudo, marcas de coragem, marcas de amor e marcas da vontade de ir mais longe.
Quando nós votamos nestas maravilhas, o que fazemos é eleger uma delas, é também um bocadinho o que acontece quando elegemos os nossos governantes, quando votamos exercemos o nosso direito de dizer: ‘o que eu gosto mais é este’. Claro que há uma série de factores que concorrem para uma votação como sendo a monumentalidade de cada uma das maravilhas.
Algumas não estão muito bem conservadas e, portanto, ao dar-lhes visibilidade é possível ajudar a sua reconstrução, mas é, sobretudo, cada um de nós dizer: eu gosto desta marca e, para além de votar na que gosta, na que é a ’sua’, fica com o conhecimento de 27 lugares de marcas portugueses que, a maior parte dos portugueses, se lhes formos perguntar, nem sequer sabia que existiam. No fundo, esta é uma iniciativa que vai no sentido de mostrar Portugal no mundo e ter orgulho nisso.
Qual vai ser a sua participação?
Vai ser na apresentação aqui (em Portimão) com a Catarina Furtado, e vou fazer, juntamente com várias pessoas da RTP um périplo pelas maravilhas. No fundo, mostrar a sua importância agora, o seu estado de conservação e como elas continuam a ser um pólo de cultura vivo no mundo. Vou fazer oito, todas na América do Sul, que incluem a colónia de Sacramento, as igrejas do Rio de Janeiro, depois Ouro Preto e Congonhas, com o Aleijadinho, vou a Salvador da Baía, Recife e a Rondónia, que vai ser, talvez, uma das mais fortes das que vou fazer, porque é um sítio que ajudou a estabelecer as fronteiras do Brasil e é um lugar onde, ainda hoje, é usado, onde os soldados estão, é um local com vida.
Quais são os seus monumentos preferidos?
Há muitos, mas já que vou fazer estas, talvez a Rondónia seja a mais extraordinária.
Os monumentos estão bem ou mal conservados?
Alguns bem, os que já foram classificados como património da Humanidade e outros não. Isto também serve para chamar a atenção para a situação desses.
O Estado português também poderia ter aqui uma intervenção?
Claro que sim, uma intervenção portuguesa e sobretudo também uma mobilização das pessoas que estão junto a estes monumentos e que podem, de alguma maneira, ajudar. É muito importante, por exemplo, mobilizar as comunidades portuguesas que estão nestes países, apelando à sua generosidade.


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Hotéis beneficiam com o Autódromo


Posted April 2nd, 2009 by jorge No Comments »


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O administrador da Parkalgar, Paulo Pinheiro, justifica o pedido de patrocínio à Câmara de Portimão, com a mais-valia que o projecto apresentado trará para o município, em termos de criação de emprego, incremento ao turismo e projecção mediática

Foi a Parkalgar que solicitou este patrocínio à Câmara?
Sim, foi uma proposta nossa, porque havia alguns projectos que só podiam ser concretizados com este apoio e fizemo-la, explicando os motivos a todos os partidos e não só à Câmara.
E em que é que ele consiste?
Lendo o contrato percebe-se que, caso não consigamos cumprir tudo aquilo a que nos propomos, não recebemos dinheiro nenhum da Câmara. Propomo-nos angariar um investimento adicional para o parque tecnológico de 25 milhões, criar 1200 postos de trabalho adicionais, conseguir um ROE sobre estes 25 milhões de 50 milhões, ou seja, o dobro, e além disso ter uma exposição anual de 4 milhões em termos de media. Os nossos objectivos são muito ambiciosos e, em função daquilo que propomos trazer para a região, o que vamos receber é metade.
Quantos postos de trabalho já criaram até agora?
Até ao momento, cerca de 200, e até ao final do ano, com o hotel e os apartamentos, devemos chegar aos 600/650.
Um dos argumentos usados para justificar a celebração deste contrato é que o autódromo é muito importante para o turismo local. Até agora, tem ideia sobre o impacto que teve nas unidades turísticas?
Temos a nossa perspectiva directa, que é a única que podemos falar com conhecimento de causa e posso dizer que vamos com uma facturação cerca de 25% superior à que está no nosso plano de negócios. Por aquilo que nos é transmitido pelos responsáveis das unidades hoteleiras Tivoli e o grupo Pestana, tiveram ocupações superiores a qualquer período homólogo, exclusivamente graças ao nosso circuito. Fazendo fé no que nos é dito, estamos a ter um argumneto de peso em termos de turismo, especialmente nesta época. Pela nossa parte, temos um valor acumulado de visitantes até Fevereiro de cerca de 170 mil pessoas.
Normalmente, vai-se a empresas privadas para pedir patrocínios. Vocês vieram à Câmara porque não encontraram privados interessados nisso?
Quando as regiões e os municípios querem ganhar exposição e angariar investimento, há várias formas de o fazer. Há muitos eventos desportivos e não só que são patrocinados pela Câmara e nós achamos que também temos o direito a ter uma comparticipação do município por tudo aquilo que nos propomos fazer, porque achamos que estamos a proporcionar uma mais-valia a Portimão. Nós propomo-nos fazer seis grandes eventos por ano e angariar um investimento para o parque tecnológico, são duas componentes, e cada uma delas tem obrigatoriedade de realização, portanto, é um patrocínio relativamente ao qual temos que dar retorno ao município, apresentar resultados.
Em que fase está o projecto de instalação da fábrica de construção de automóveis para A1GP?
Vamos entrar com os projectos na Câmara na próxima semana, se tudo correr normalmente, para tentar ter a licença de construção ainda este mês para iniciar as obras o mais cedo possível.

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Feira do Retalho duas vezes ao ano


Posted March 31st, 2009 by jorge No Comments »


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(Entrevista a Fernando Oliveira - Parte 3)
Como tem sido o relacionamento da ACRAL com a Câmara e a Associação Comercial de Portimão? Tem valido a pena a ‘super-associação’ (UAC) criada pelas três entidades?
Nesta fase do campeonato, posso dizer que sim, mas vamos esperar que as coisas comecem a funcionar a cem por cento para se poder aferir os resultados. Mas faz todo o sentido que caminhemos unidos, pois só assim conseguiremos dar a volta à situação difícil que atravessamos. Temos que começar a pensar em grande e não cada um para o seu lado, temos que perceber e transmitir a ideia de que o que é bom para um é bom para todos. Sei que isto não encaixa muito bem em certas mentalidades, mas nas conversas que tenho tido com alguns colegas, sinto que já há muitos a pensar dessa forma, que é preciso unir esforços.
Quando abre a sede da UAC?
Está para breve, mas ainda não há uma data concreta decidida.
Em termos de plano de actividades, o que há de mais relevante para este ano?
Em princípio, vamos continuar a desenvolver as actividades que habituais, integradas na Semana do Comércio em Festa, e queremos fazer mais alguns.
Uma das iniciativas que resultou melhor, pelo menos, em termos de facturação, foi a Feira do Retalho. Vai manter-se nos mesmo moldes ou há alterações previstas?
A Feira do Retalho caminha a passos largos para se fazer duas vezes por ano, mantendo-se no Verão e realizando-se uma segunda edição depois do Natal, no princípio de cada ano.
O projecto do Fórum Empresarial nunca chegou a avançar. É carta fora do baralho ou ainda tem esperança de o conseguir concretizar?
Está em lista de espera. Acredito que possa vir a ser construído, é uma necessidade para a classe empresarial da terra e por isso continuamos a tentar encontrar formas de viabilizar essa construção.A construção do Fórum era suposto ser a contrapartida do promotor de uma grande superfície e dizia-se que os outros que se quisessem instalar também teriam de dar contrapartidas ao comércio tradicional. Afinal, isso acabou por não se concretizar…
Acredito que ainda poderá concretizar-se, estou convicto que a autarquia salvaguardou os interesses dos comerciantes desta terra.
As grandes superfícies têm contribuído mesmo para o enterro do comércio tradicional ou tem-se exagerado nesse ‘papão’?
Não acho nada exagerada a crítica às grandes superfícies. Só o tempo o dirá se a aposta foi errada ou não, mas, segundo estudos que existem, sabemos que cada posto de trabalho criado numa grande superfície mata quatro no comércio tradicional.
Para além das acções de animação, que tipo de actividade desenvolve a ACRAL ao longo do ano?

Temos cursos de formação profissional, prestamos apoio jurídico e administrativo aos sócios e tentamos fazer ouvir a voz e os interesses dos comerciantes nos fóruns em que estamos representados.
Quando a ASAE começou a ‘atacar’ em força, as associações empresariais viram aumentar o seu número de sócios, pois os comerciantes sentiram que precisavam de apoio e aconselhamento. Isso continua a suceder?
Sim, temos recebido inscrições de novos sócios, mas também temos algumas desistências, fruto do encerramento de muitas lojas.
O enorme aumento de lojas de produtos chineses também tem afectado negativamente o comércio tradicional?
Não creio que tenha afectado muito, eu, pessoalmente, prefiro ver uma loja ocupada do que uma devoluta. O fecho de lojas não afecta só o comerciante, afecta também o senhorio do espaço e os trabalhadores. Os senhorios são pessoas de alguma idade que, em muitos casos, dependem daquela renda para viver…
Mas não lhe parece que também são culpados pelo fecho de muitas lojas? Alguns dos valores de rendas que se ouve falar são absurdos e não estão minimamente adequados à situação de crise que se vive.
Há de tudo, há rendas proibitivas por excesso e outras por defeito. Mas acho que já se ultrapassou a fase em que se pedia mundos e fundos por uma loja, o mercado encarregou-se de regular isso. Quem tem uma loja para arrendar se poder fazê-lo por 500 euros não vai cedê-la por 400, mas se não há quem fique com ela por esses valores tem que descer o preço e isso tem vindo a verificar-se nos últimos tempos.
Têm fechado muitas lojas?
Sim, têm fechado muitas lojas, muitas, mesmo.
O projecto da câmara de requalificação urbana do centro da cidade vai ser positivo para o comércio tradicional?
Nós temos alguma informação sobre o que está previsto, mas vamos esperar que esteja tudo cá fora para nos pronunciarmos com maior pormenor. As ideias-base são boas, vamos ver como resultam na prática. Espero que resultem porque a cidade precisa disso.

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