


Verão é normalmente sinónimo de incêndios. Por isso, os Bombeiros Voluntários de Portimão têm, nesta altura do ano, uma equipa de primeira intervenção de prevenção e preparada para agir 24 sobre 24 horas por dia. Para que, quando é necessário, nada falhe, diz o dirigente Fernando Castelo, “estes elementos fazem exercícios duas vezes ao dia”. Por esse meio, mantêm-se em forma e, ao mesmo tempo, “testam o material, para ver se está operacional, de maneira a que não surjam surpresas desagradáveis quando estão mesmo numa situação real”.
Este ano, a equipa de primeira intervenção entrou em funcionamento, a 1 de Junho, com cinco elementos. No início de Julho, passou a ser composta por 12 soldados de paz, um número que irá manter-se até até ao início de Outubro. Nessa altura, passam a ser, novamente, cinco até ao final do mês, terminando aí a sua actividade.
O primeiro exercício que vão fazer é a simulação de um incêndio no terceiro andar de um prédio, em que é possível utilizar as escadas. Os cinco participantes, Pedro, Tânia, Lérias, Fábio e Miguel colocam o equipamento de protecção individual e capacete, munem-se do material de comunicação, retiram a mangueira e as lanternas do carro e avançam, escadas acima. O dirigente da Associação de Bombeiros, Fernando Castelo, diz que neste tipo de incêndios urbanos, há vários problemas que se colocam aos soldados da paz. Por exemplo, “as ruas estreitas, sobretudo, no centro da cidade, e o estacionamento anárquico de alguns condutores, tornam, muitas vezes, difícil, a passagem dos carros”. Outra das situações problemáticas é o mau estado de conservação e funcionamento de algumas bocas de incêndio.
Enquanto isso, a equipa já chegou ao terceiro andar. Antes de entrar, faz uma avaliação prévia da situação, o que passa por, entre outros aspectos, verificar o grau de aquecimento da porta, que indicia o que se passa lá dentro. Uma vez no interior, há então que atacar o fumo e o fogo. A estratégia passa, em primeiro lugar, por retirar o fumo e fazer baixar a temperatura. Há a preocupação de “evitar danos na casa, a ideia de que os bombeiros quando atacam um incêndio destes, provocavam grandes prejuízos, não corresponde, actualmente, à realidade”, diz Fernando Castelo.
Apagado o ‘incêndio’, a equipa desce, guarda o material e inicia, de imediato, o segundo exercício. Novamente, a ideia é ‘atacar’ um incêndio urbano, mas agora com o auxílio da auto-escada. E aqui, uma das preocupações fundamentais é que, ao subir, os bombeiros “olhem sempre para cima”. Uns minutos mais tarde, já tinham ‘vencido’ mais um incêndio e voltavam ao quartel. Missão cumprida.